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sábado, 12 de março de 2011

Os 10 maiores terremotos já registrados



Na madrugada de quinta para sexta-feira, a costa do Japão foi atingida por um terremoto de 8,9 graus na escala Richter, um dos mais intensos tremores já registrados no mundo desde 1900.
Horas depois, durante a sexta-feira, três novos tremores de 6,2, 6,1 e 6,6 também abalaram o país, que também sofre com tsunamis – ondas gigantes que invadem a terra firme como resultado dos abalos em alto mar.
O epicentro da primeira atividade foi a costa próxima à província de Miyagi, a 373 quilômetros da capital Tóquio. Até agora, especula-se que haja mais de mil mortos.
Os terremotos ocorrem devido ao movimento das placas tectônicas do planeta. Este, registrado no Japão, deve entrar na lista dos mais violentos. Confira abaixo quais são, por enquanto, os 10 maiores terremotos já registrados* desde 1900.
1- 9.5 graus de Magnitude. Chile – 22 de Maio de 1960: 1.655 mortos, 3000 feridos, dois milhões de desabrigados e US$500 milhões de prejuízo ao país.
2- 9.2 graus de magnitude. Príncipe William, Alaska – 27 e 28 de março de 1964: 128 mortos (113 no tsunami e 15 no terremoto) e US$311 milhões em prejuízo.
3- 9.1 graus de magnitude. Costa Oeste do norte de Sumatra – 26 de dezembro de 2004: 227.898 mortos e 1,7 milhão de desabrigados no terremoto e tsunami que atingiu 14 países do sul da Ásia e leste da África.
4- 9.0 graus de magnitude. Península de Kamchatka, Rússia – 11 de abril de 1952:  gerou mais de US$1 milhão em prejuízos no Havaí.
5- 8.8 graus de Magnitude. Costa de Maule, Chile – 27 de fevereiro de 2010: pelo menos 521 mortos, 56 desaparecidos, 12 mil feridos, 800 mil desabrigados e 370 mil casas, 4.013 escolas e 79 hospitais danificados.
6- 8.8 graus de magnitude. Equador- 31 de janeiro de 1906 – entre 500 e 1500 mortos.
7- 8.7 graus de Magnitude. Alasca – 4 de fevereiro de 1965: causou prejuízos de US$10 mil.
8- 8.6 graus de magnitude. Norte de Sumatra, Indonésia – 28 de março de 2005: pelo menos 1400 mortos.
9- 8.6 graus de magnitude. Assam, Tibete – 15 de agosto de 1950: pelo menos 780 mortos e 70 vilas destruídas.
10-  8.6 graus de magnitude. Ilhas Andreanof, Alaska – 9 de março de 1957: abriu uma cratera de 4,5 metros e despertou um vulcão adormecido a 200 anos.
*Fonte: Serviço Geológico dos Estados Unidos.


Paula Rothman, de INFO Online Sábado, 12 de março de 2011 - 09h01 Disponível em: http://info.abril.com.br/noticias/ciencia/os-10-maiores-terremotos-ja-registrados-12032011-0.shl Acesso em 12 mar. 2011

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Terremoto mata 65 pessoas na segunda maior cidade da Nova Zelândia


CHRISTCHURCH, Nova Zelândia — Pelo menos 65 pessoas morreram e várias permanecem presas entre os escombros depois do terremoto registrado nesta terça-feira na segunda maior cidade da Nova Zelândia, Christchurch, na maior tragédia do tipo no país em 80 anos.
"O balanço que tenho atualmente é de 65 mortos e pode ser revisado para cima. É uma tragédia absoluta para esta cidade, para a Nova Zelândia, para o povo do qual nos sentimos próximos", declarou o primeiro-ministro John Key.

Leia mais

Observe o mapa da área atingida pelo terremoto: http://www.christchurchquakemap.co.nz/today

Entenda o porquê do terremoto

A Nova Zelândia fica na confluência entre limites convergentes de placas tectônicas. São nessas áreas limítrofes que ocorrem os mais intensos terremotos e a maior parte das atividades vulcânicas.

Vôo virtual deslizamentos de Nova Friburgo

Inpe divulga vídeo com “voo virtual” sobre a região serrana

Postado em 15/02/2011 ás 12h04
 
As chuvas na Região Serrana do Rio de Janeiro mataram no total 894 pessoas e 405 ainda estão desaparecidas. Os deslizamentos causados pelas chuvas em Nova Friburgo podem ser melhor observados em um vídeo produzido pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), a partir da imagem de satélite aplicada sobre um modelo 3D.
Chamada pelos especialistas de DEM (sigla em inglês para Modelo Digital de Elevação), a técnica, que reproduz a distribuição espacial das características do relevo, permite um “voo virtual” sobre a região.
A primeira imagem sem a interferência de nuvens após o desastre foi obtida em 20 de janeiro pelo satélite de alta resolução GeoEye.
A imagem GeoEye, processada e analisada pelos técnicos do Inpe, foi fornecida pela United States Geological Survey (USGS) por meio do International Charter Space & Major Disasters – um consórcio que reúne instituições de agências espaciais do mundo todo, entre elas o Inpe.
O Inpe já havia apresentado um conjunto de imagens que devem auxiliar os trabalhos da Defesa Civil do Rio de Janeiro. Nas imagens de alta resolução é possível ver detalhes dos deslizamentos causados pelas intensas chuvas.
 
Fonte: Ciclovivo Disponível em http://www.ciclovivo.com.br/noticia.php/2017/inpe_divulga_video_com_voo_virtual_sobre_a_regiao_serrana/ Acesso em 22 fev 2011

Um novo planeta no sistema solar?

Tyche: Cientistas tentam provar planeta gigante no Sistema Solar 

Em 1999, uma dupla de pesquisadores constatou que diversos cometas observados apresentavam fortes desvios em relação às órbitas calculadas. Segundo eles, isso seria provocado pela atração gravitacional de um planeta quatro vezes maior que Júpiter, escondido dentro do Sistema Solar. Eles batizaram esse grande objeto de Tyche.  

 

Na ocasião, John Matese e Daniel Whitmire, ligados à Universidade de Lousiana-Lafayette, publicaram um artigo propondo que somente a presença de um objeto de grande massa no interior da nuvem de Oort - uma hipotética região circular localizada a quase um ano-luz do Sol - poderia explicar as anomalias observadas no caminho dos cometas provenientes daquele local.
Segundo os cientistas, devido ao brilho muito tênue e temperatura muito baixa, a existência de Tyche só poderia ser comprovada através de imagens no espectro infravermelho que registrassem aquela região específica e apostaram suas fichas nas imagens que seriam geradas pelo telescópio espacial WISE, a ser lançado em 2009.
Recentemente, devido à divulgação de parte de dados do telescópio WISE, a teoria de Matese e Whitmire voltou a ser alvo de especulações, já que a agência espacial americana, NASA, confirmou que a primeira parte dos dados coletados será divulgada em abril de 2011 e a segunda etapa em março de 2012.
"Existem fortes evidências de que existe um grande objeto naquela região", disse Mantese. "O padrão de desvio na órbita de alguns cometas persiste. É possível que seja apenas uma casualidade estatística, mas essa probabilidade diminuiu à medida que temos mais dados acumulados nos últimos 10 anos", disse o cientista.
Mantese explica que a quantidade de dados gerados pelo telescópio é imensa e que "garimpar" o banco de dados pode levar bastante tempo. "Não temos uma previsão ao certo. Talvez dois ou três anos até encontrarmos alguma coisa, mas se o objeto realmente estiver ali, vamos achá-lo."
Caso Tyche realmente exista, de acordo com a dupla de astrofísicos ele se localizaria a 2.25 trilhões de quilômetros de distância. Seria um objeto gasoso e teria um período de translação ao redor de 1.7 milhão de anos.
Corrente Contrária
Apesar de Matese e Whitmire estarem bastante confiantes na localização do hipotético planeta, nem todos os astrofísicos concordam com a teoria.
"Entendo que o novo trabalho esteja sustentado em muito mais dados que antigamente, mas baseado no trabalho anterior acredito que as estatísticas estão incorretas", disse Hal Levison, cientista planetário ligado ao Instituto de Pesquisas do Sudoeste, no Colorado e autor de recente estudo publicado sobre a nuvem de Oort.
No entender de Levison, o que Matese e Whitmire estão vendo é um sinal muito sutil. "Não tenho certeza que esse desvio nas estatísticas seja significativo e provocado por um planeta com quatro vezes a massa de Júpiter. Não tenho nada contra a ideia, mas acredito que as estatísticas não estão sendo feitas corretamente", disse o astrofísico.
Outro cientista que se contrapõe aos argumentos a favor da existência de Tyche é Matthew Holman, pesquisador do Instituo Harvard Smithsonian de Astrofísica, que estuda há muitos anos os cometas vindos da nuvem de Oort.
"Já encontrei várias assinaturas de perturbações orbitais naquela região, mas isso não é suficiente para afirmar que existe um objeto de grandes dimensões capaz de afetar a órbita dos cometas na nuvem de Oort", disse Holman.

Nêmesis
Em 1980, pesquisadores estadunidenses passaram a especular sobre a possibilidade do Sol ter uma companheira, o que tornaria o Sistema Solar um sistema binário de estrelas. Essa hipotética companheira foi batizada de Nêmesis.
De acordo com a hipótese, Nêmesis seria uma estrela anã marrom, pequena e escura, com órbita centenas ou milhares de vezes mais distante que a de Plutão e levaria pelo menos 26 milhões de anos para completar uma revolução ao redor do Sol. No entanto, a ausência de um campo gravitacional que marcasse sua presença fez com que sua possibilidade permanecesse apenas teórica.
Em novembro de 2003, a descoberta do planeta-anão Sedna fez a hipótese da existência de Nêmesis ganhar fôlego. Segundo Mike Brown, descobridor do planeta-anão, Sedna está onde não deveria e não há como explicar sua órbita. No entender de Brown, Sedna nunca está próximo o suficiente para ser afetado pelo Sol e também nunca está longe o bastante para ser influenciado por outras estrelas.
Esses fatos reforçaram ainda mais a hipótese da existência de Nêmesis, que teria entre 3 e 5 massas jupterianas. Com esse tamanho, Nêmesis também não seria observável no espectro visível, mas brilharia intensamente no comprimento de onda do infravermelho e seria possivelmente detectável pelo telescópio espacial Wise.
Lançado em dezembro de 2009 com o objetivo de mapear 99% do céu no espectro infravermelho, o telescópio já fez inúmeras descobertas de objetos celestes, entre eles 20 novos cometas.
Durante a missão, o telescópio produziu nada menos que 1.5 milhões de imagens que agora serão estudadas minuciosamente. Se a hipótese de Matese e Whitmire estiver correta, Júpiter perderá seu posto de maior planeta do Sistema Solar e o Sol poderá não será mais uma estrela solitária.

Arte: localização da Nuvem de Oort dentro do Sistema Solar. Caso Tyche realmente exista, ele se localizaria a 2.25 trilhões de quilômetros do Sol. Seria um objeto gasoso e levaria cerca de 1.7 milhão anos para completar uma revolução ao redor do Sol. Crédito: Southwest Research Institute/Apolo11.com
 
Fonte: Apolo11 - http://www.apolo11.com/spacenews.php?titulo=Tyche_Cientistas_tentam_provar_planeta_gigante_no_Sistema_Solar&posic=dat_20110221-074433.inc


domingo, 9 de janeiro de 2011

Um novo país no mundo?

Sul do Sudão vai às urnas pela independência

Os centros de votação do sul do Sudão começaram neste domingo a abrir suas portas às 8h (horário local, 3h de Brasília) no início de um plebiscito de separação que se prolongará por sete dias. Foram convocados um total de 3,9 milhões de sudaneses originais do sul do país e que tenham chegado à região desde 1956. O voto será exercido não só no sul do Sudão, mas no resto do país e em outras oito nações, para os emigrantes.
As cédulas têm apenas duas opções: a unidade, representada por duas mãos entrelaçadas, e a separação, representada pela palma de uma mão em sinal de parada.
Esta votação é o resultado do acordo de paz assinado em 2005 entre o norte e o sul do Sudão, que pôs fim a duas décadas de uma guerra que causou cerca de dois milhões de mortos.
A votação acontece até o dia 15 de janeiro. Os resultados totais preliminares serão anunciados por volta do final deste mês, e o prazo final, uma vez revisadas todas as impugnações, será o dia 14 de fevereiro.
Em caso que de aprovada a separação, a opção favorita nas pesquisas, no final de julho vencerá o período transitório fixado nos acordos de paz de 2005 e se dará início ao surgimento de uma nova nação, a primeira deste século.

SUDÃO

O Sudão exporta bilhões de dólares em petróleo por ano. Os Estados do sul produzem mais de 80% do total, mas recebem apenas 50% das divisas, o que exacerba as tensões com o norte. A região fronteiriça de Abyei, rica em petróleo, realizará um referendo sobre se deve juntar-se ao norte ou ao sul.

Fonte: BBC Brasil. Disponível em http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2011/01/110109_sudaodomingoebc.shtml Acesso em 09 jan. 2011.

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Feliz 2011

Desejo aos meus seguidores e a todas as pessoas que vêm aqui em busca de informações geográficas, um excelente ano de 2011.
Talvez o blog fique um pouco menos ativo nesse período, pois estou de férias. Em 2011 espero que ele seja bem produtivo.

Abraços!

O mundo com sede

Excelente artigo sobre a questão da água:

http://planetasustentavel.abril.com.br/noticia/desenvolvimento/conteudo_261013.shtml?func=1&pag=0&fnt=9pt

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Países menos populosos do mundo

O contingente populacional mundial está em constante crescimento, porém esse processo se desenvolve em diferentes escalas, visto que na América Latina, África e principalmente na Ásia o crescimento demográfico está bem acima dos demais continentes.
Conforme dados divulgados em 2009 pelo Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), o planeta Terra possui 6,829 bilhões de habitantes. Essas pessoas estão distribuídas de forma desigual pelo planeta, sendo que alguns Estados-Nações possuem menos habitantes que várias cidades brasileiras. O Vaticano, por exemplo, é habitado por apenas 990 pessoas.
Tanto a Oceania quanto a América Central possuem 9 dos 30 países com menor contingente populacional do mundo. A Europa, por sua vez, é representada na lista por 8 nações. De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os 30 países menos populosos são:
1° Vaticano (Europa): 990 habitantes.
2° Nauru (Oceania): 9.771 habitantes.
3° Tuvalu (Oceania): 11.093 habitantes.
4° Palau (Oceania): 20.397 habitantes.
5° San Marino (Europa): 31.359 habitantes.
6° Mônaco (Europa): 32.020 habitantes.
7° Liechtenstein (Europa): 35.010 habitantes.
8° São Cristóvão e Névis (América Central): 46.111 habitantes.
9° Ilhas Marshall (Oceania): 54.065 habitantes.
10° Dominica (América Central): 70.382 habitantes.
11° Andorra (Europa): 82.180 habitantes.
12° Antígua e Barbuda (América Central): 82.786 habitantes.
13° Seychelles (África): 84.600 habitantes.
14° Kiribati (Oceania): 98.989 habitantes.
15° Granada (América Central): 103.930 habitantes.
16° Tonga (Oceania): 103.967 habitantes.
17° São Vicente e Granadinas (América Central): 109.209 habitantes.
18° Micronésia (Oceania): 110.728 habitantes.
19° São Tomé e Príncipe (África): 162.755 habitantes.
20° Santa Lúcia (América Central): 172.189 habitantes.
21° Samoa (Oceania): 178.846 habitantes.
22° Vanuatu (Oceania): 239.788 habitantes.
23° Barbados (América Central): 255.872 habitantes.
24° Belize (América Central): 306.777 habitantes.
25° Maldivas (Ásia): 309.430 habitantes.
26° Islândia (Europa): 322.691 habitantes.
27° Bahamas (América Central): 341.713 habitantes.
28° Brunei (Ásia): 399.687 habitantes.
29° Malta (Europa): 408.712 habitantes.
30° Luxemburgo (Europa): 486.184 habitantes.

Por Wagner de Cerqueira e Francisco
Graduado em Geografia
Equipe Brasil Escola
Disponível em: http://www.brasilescola.com/geografia/paises-menos-populosos-mundo.htm Acesso em 15/12/2010

domingo, 12 de dezembro de 2010

10 maiores economias de SC

A lista das 10 cidades catarinenses com maior Produto Interno Bruto (PIB) teve apenas uma alteração em 2008. Lages conquistou a 10ª posição de Brusque, como mostra o relatório divulgado ontem pela Secretaria de Estado do Planejamento em parceria com o IBGE.
Os números do PIB (soma de todas as riquezas geradas) são sempre divulgados com dois anos de atraso. Florianópolis manteve a terceira posição no ranking estadual pelo segundo ano consecutivo, posto que agora é ocupado por Itajaí. Joinville segue firme na ponta, respondendo por 10,7% do que é produzido no Estado. No âmbito nacional, a cidade do Norte do Estado aparece em 30º, Itajaí em 39º, e a Capital, em 50º.
Florianópolis, aliás, é a única das capitais brasileiras que não lidera a lista dos maiores PIBs do Estado.
– A Capital era a segundo no ranking até 2006, quando perdeu a posição para Itajaí. Isso ocorreu, principalmente, por causa do Pró-Emprego, programa do governo estadual que deu incentivos fiscais para que importadoras se instalassem na cidade portuária – explica Cláudio Mendonça, coordenador do estudo.
Prova disso é que, no valor adicionado bruto, que contabiliza o resultado da economia municipal no ano, Florianópolis ainda aparece na segunda posição no Estado. Somados os impostos recolhidos, que também entram na conta do PIB, Itajaí consolida a vice-liderança. A cidade do Litoral Norte foi a quinta cidade no país entre 100 mil e 500 mil habitantes a ter o maior ganho de participação na economia brasileira em uma década.
O PIB de Itajaí cresceu 10 vezes desde 2000 – a comparação não leva em conta a inflação do período –, o melhor desempenho entre as grandes cidades do Estado. O segundo município com maior crescimento neste período foi São Francisco do Sul, que multiplicou por cinco o PIB.
Lages ultrapassou Brusque e tornou-se a 10ª maior economia catarinense. Na avaliação de Mendonça, essa troca se explica porque Brusque sofreu, em 2008, uma queda no desempenho do setor de serviços.
– Isso provavelmente ocorreu porque o turismo da cidade, focado no comércio, foi menor naquele ano. Com a ida de menos excursões para Brusque, o efeito se multiplicou.




sábado, 11 de dezembro de 2010

Resultado da COP-16 em Cancún

O acordo firmado neste sábado em Cancún pela conferência da ONU sobre mudanças climáticas prevê uma série de mecanismos para combater o aquecimento global e permitir que os países mais pobres e vulneráveis se adaptem as suas dramáticas consequências.
Estes são seus pontos principais:
FUTURO DO PROTOCOLO DE KYOTO
- Convoca os países desenvolvidos a discutir uma nova fase de compromissos de redução de emissões sob o Protocolo de Kyoto, cuja primeira fase expira no final de 2012, "para garantir que não ocorra um hiato" entre os dois períodos.
Não requer, por enquanto, que as nações assinem compromissos para o período posterior a 2012. Japão liderou a oposição à prolongação do Protocolo, alegando que é injusto porque não inclui os dois maiores emissores: Estados Unidos (porque não o ratificou) e China (por ser um país em desenvolvimento).
AJUDA PARA OS PAÍSES EM DESENVOLVIMENTO
- Cria uma nova instituição, o Fundo Verde, para administrar a ajuda financeira dos países ricos aos mais pobres.
Até agora, União Europeia, Japão e Estados Unidos prometeram contribuições que devem chegar a US$ 100 bilhões anuais em 2020, além de uma ajuda imediata de US$ 30 bilhões.
- Convida o Banco Mundial a servir como tesoureiro interino do Fundo Verde Climático por três anos.
- Estabelece um conselho de 24 membros para dirigir o Fundo, com igualdade de representação de países desenvolvidos e em desenvolvimento, junto com representantes dos pequenos Estados insulares, mais ameaçados pelo aquecimento.
- Cria um centro de tecnologia climática e uma rede para ajudar a distribuir o conhecimento tecnológico aos países em desenvolvimento, com o objetivo de limitar as emissões e se adaptar aos impactos das alterações climáticas.
MEDIDAS PARA FREAR O AQUECIMENTO
- Salienta a necessidade urgente de realizar "fortes reduções" nas emissões de carbono para evitar que a temperatura média do planeta aumente mais de 2ºC em comparação com os níveis da era pré-industrial.
- Convoca os países industrializados a reduzir suas emissões entre 25% e 40% em 2020 em relação ao nível de 1990. Esta parte encontra-se incluída no Protocolo de Kyoto, e por isso não inclui os Estados Unidos, que nunca o ratificaram.
- Concorda em estudar novos mecanismos de mercado para ajudar os países em desenvolvimento a limitar suas emissões e discutir essas propostas na próxima conferência, no final de 2011, em Durban (África do Sul).
FISCALIZAÇÃO DAS AÇÕES DOS PAÍSES EM DESENVOLVIMENTO PARA REDUZIR AS EMISSÕES
Esses países, especialmente os grandes emergentes, como China, Brasil e Índia, "em função de suas suas capacidades", divulgarão a cada dois anos relatórios que mostrem seus inventários de gases de efeito estufa, e informações sobre suas ações para reduzi-los.
Esses relatórios serão submetidos a consultas e análises internacionais, "não intrusivas", "não punitivas" e "respeitando a soberania nacional".
REDUZIR O DESMATAMENTO
- Traz o objetivo de "reduzir, parar e reverter a perda de extensão florestal" nas florestas tropicais. O desmatamento responde por 20% das emissões de gases de efeito estufa globais. Pede aos países em desenvolvimento que tracem seus planos para combater o desmatamento, mas não inclui o uso de mercados de carbono para seu financiamento.
- Exorta todos os países a respeitar os direitos dos povos indígenas.

Fonte: Folha.com Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/ambiente/844293-saiba-quais-sao-as-principais-medidas-adotadas-em-cancun.shtml Acesso em 11/12/2010.

Paisagens do mundo