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sexta-feira, 15 de julho de 2011

Dados sobre migração divulgados pelo IBGE

O número de brasileiros que migra de uma região do país para outra está em queda, revela estudo divulgado hoje pelo IBGE.
De 1995 a 2000, 3,3 milhões de pessoas saíram de sua região para tentar a vida em um Estado em outra região. O fluxo principal era de nordestinos com destino ao Sudeste.
De 1999 a 2004, este contingente já foi menor: 2,8 milhões. De 2004 a 2009, caiu ainda mais, para 2 milhões de pessoas.
Para os técnicos do IBGE, a melhoria nas condições de vida no Norte e Nordeste e o crescimento de cidades médias em todas as regiões com mais serviços e opções de trabalho fez com que os deslocamentos, antes mais comuns entre grandes regiões, fossem substituídos por uma migração de pequena distância, muitas vezes entre cidades dentro da mesma região.
O principal fluxo de migração no país foi, principalmente no século passado, de nordestinos indo para o Sudeste. Este movimento já estava em queda ao final do século passado, e continuou perdendo força na primeira década do século atual.
De 1995 a 2000, quase um milhão de nordestinos (969 mil pessoas) saíram do Nordeste em direção ao Sudeste. De 2004 a 2009, este contingente caiu mais que pela metade, para 444 mil.
Houve gente que fez também o caminho inverso, do Sudeste para o Nordeste. Este fenômeno é explicado principalmente pela migração de retorno, ou seja, brasileiros que haviam migrado do Sudeste para o Nordeste, mas optaram por voltar nos últimos anos.
Analisando por Estado, as unidades da federação com maior saldo migratório (número de imigrantes superior ao dos que saem, o que faz com que ganhem população) foram Goiás, Santa Catarina e Espírito Santo. No outro oposto --Estados que na conta dos que entraram e saíram acabaram perdendo população-- estão Bahia, São Paulo e Pará. 

Fluxo migratório no Brasil caiu 37% nos últimos 15 anos

O número de brasileiros que mudaram de Estado vem diminuindo nos últimos 15 anos, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgados nesta sexta (15). O levantamento mostra que, entre 1995 e 2000, cerca de 5,2 milhões de pessoas mudaram o Estado de residência. Entre 2000 e 2004, o número caiu para 4,6 milhões. Os dados mais recentes indicam que entre 2004 e 2009, pouco mais de 3,2 milhões de pessoas trocaram de Estado - há um recuo de 37% na comparação entre os dados de 2000 e 2009.
A queda também é percebida na migração inter-regional. De acordo com o Censo 2000, 3,3 milhões de pessoas haviam mudado de região nos cinco anos anteriores. A Pesquisa Nacional de Amostras por Domicílio (PNAD) de 2004 já mostra uma redução para 2,8 milhões. Por fim, a PNAD de 2009 revela que pouco mais de 2 milhões de pessoas haviam escolhido uma outra região para morar.
A análise divulgada nesta sexta-feira (15) pelo IBGE não se aprofunda na investigação das causas de tais fenômenos. No entanto, constata-se a mudança no comportamento da mobilidade espacial da população. As principais correntes migratórias observadas ao longo do século 20 estão perdendo força. Enquanto isso, está se intensificando o fluxo de imigrantes para outras regiões (como Norte e Centro-Oeste), ao mesmo tempo que se observa um aumento na proporção dos imigrantes de retorno.
Na região Norte, Roraima, Amapá e Amazonas comportam-se como pólos de atração migratória. O número de imigrantes que desembarcou em Roraima entre 2000 e 2004 foi quase o dobro do número de pessoas que deixaram o Estado. Já a região Nordeste continua com alta quantidade de emigrantes, embora os números venham diminuindo pouco a pouco.   

Saldo migratório por Grandes Regiões – 2000 / 2004 / 2009

2000 2004 2009
Norte 62.685 63.741 - 35.159
Nordeste - 764.048 - 86.587 - 187.869
Sudeste 458.587 - 215.308 -12.415
Sul - 19.195 34.586 98.853
Centro-Oeste 261.971 203.568 136.590
  • Fonte: IBGE, Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios 2009
Embora o Sudeste continue sendo o principal destino dos imigrantes, sua diferença em relação às demais regiões está caindo. Estados como o Rio de Janeiro, que por muito tempo foi área de atração migratória, e Minas Gerais, de onde muitas pessoas se mudavam, estão se aproximando de um ponto de equilíbrio nesta balança.
No sul do país, Paraná e Rio Grande do Sul percebem um considerável fluxo de imigrantes de retorno, enquanto Santa Catarina é o Estado que mais atrai novos imigrantes – o atual saldo migratório de lá é de 80 mil imigrantes. O mesmo processo vive o Centro-Oeste, região que mais retém seus imigrantes.
Segundo a PNAD 2009, em termos absolutos, São Paulo continua sendo o Estado que mais recebe imigrantes (535 mil), seguido de Minas Gerais (288 mil), Goiás (264 mil), Bahia e Paraná (ambos com 203 mil novos imigrantes). Por outro lado, São Paulo também é o lugar que mais gera emigrantes (588 mil), seguido de Bahia (312 mil), Minas Gerais (276 mil), Paraná (171 mil) e Rio de Janeiro (165 mil).

São Paulo recebe menos da metade dos imigrantes de 15 anos atrás
São Paulo recebe menos da metade dos imigrantes de 15 anos atrás, revela análise do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgada hoje (15), a partir de dados da Pesquisa Nacional por Amostras de Domicílios (PNAD) de 2009.
Em 2000, São Paulo havia recebido 1,2 milhão de novos imigrantes ao longo dos cinco anos anteriores. A queda já ocorreu logo no período posterior, uma vez que, em 2004, o número de imigrantes caíra para 832 mil. O processo se acentuou nos anos seguintes: em 2009, São Paulo havia recebido 535 mil imigrantes durante os cinco anos anteriores. O dado de 2009 equivale a 43,7% daquele de 2000.
A diminuição no volume do fluxo migratório no Brasil nos últimos anos aconteceu de forma ampla. Nos últimos 15 anos, São Paulo saiu da condição de "área de baixa absorção migratória" para "área de rotatividade migratória". Em 2000, o Estado tinha 339 mil mais imigrantes do que emigrantes, ao passo que em 2009 o fluxo se inverteu, havendo 53 mil mais emigrantes do que imigrantes.
Semelhante processo se verifica no Rio de Janeiro. O Estado que em 2000 possuía 45 mil imigrantes a mais do que emigrantes, chegou a ter, quatro anos mais tarde, o número de emigrantes superior em 89 mil em relação ao de imigrantes. Em 2009, o fluxo de pessoas que deixaram o Rio de Janeiro foi superior em 24 mil pessoas na comparação com a quantidade daqueles que haviam elegido o Rio de Janeiro como nova residência.

Imigrantes, por Grandes Regiões de residência em 26/09/2009

  • Fonte: IBGE, Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios 2009
De uma maneira geral, as estatísticas mostram que o Sudeste é hoje uma área de rotatividade migratória. Minas Gerais, que durante décadas foi um lugar de evasão migratória, hoje possui taxas semelhantes de imigrantes e emigrantes. O Espírito Santo, por sua vez, passou a ser um Estado que atrai novos imigrantes.

Nordeste-Sudeste

Um dos fluxos historicamente mais intensos na migração interna no país, o Nordeste-Sudeste, enfraqueceu-se bastante desde 1995. Em 2000, quase 1 milhão de pessoas deixaram o Nordeste rumo ao Sudeste. Em 2004 e 2009, o número recuou para 548 mil e 444 mil, respectivamente.   

Os pesquisadores do IBGE destacam que, embora o Nordeste ainda seja uma área que perde população, o ritmo da emigração está caindo. A região saiu de um déficit migratório de 764 mil pessoas em 2000 para 187 mil em 2009. Bahia e Maranhão continuam sendo Estados dos quais muitos habitantes saem. O principal destino dos emigrantes maranhenses é o Pará, enquanto a maioria dos baianos (56%) vai para São Paulo.
Cidades de porte médio atraem mais imigrantes e crescem mais que capitais
De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) obtidos com o Censo 2010, as cidades de porte médio (com população entre 100 mil e 500 mil habitantes) são as que mais crescem no país. Segundo os pesquisadores do instituto, isso demonstra a influência da migração no processo de crescimento demográfico de tais municípios. As informações fazem parte de um relatório, divulgado nesta sexta (15), sobre os deslocamentos demográficos no Brasil.
Dentre todos os 5.565 municípios brasileiros, apenas 444 (8% do total) registraram um aumento demográfico superior a 3% ao ano na última década. Nenhum deles possuía mais de 500 mil habitantes.
Os pesquisadores do IBGE apontam que os municípios que tiveram os melhores indicadores de PIB per capita em 2008 encontram-se neste grupo, mas ressalvam que a explicação do crescimento não fica claramente justificada pelo indicador socioeconômico.
  
Grandes centros urbanos
Por outro lado, mesmo com a expansão demográfica nas cidades de médio porte, a população brasileira continua concentrada nas grandes cidades. Segundo os dados do Censo 2010, existem no país 15 cidades com mais de 1 milhão de habitantes. A população somada dessas cidades ultrapassa 40 milhões de pessoas, o que representa 21% da população nacional.

Porcentagem das cidades que cresceram acima de 3%, por número de habitantes

  • Fonte: IBGE, Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios 2009
Entre 2000 e 2010, o número de municípios com mais de 500 mil habitantes passou de 31 para 38. Porém, nenhuma cidade com população superior a 500 mil habitantes cresceu mais que 3% ao ano.
Enquanto isso, 27% dos municípios brasileiros perderam população. Nesse grupo, 67,7% dos municípios possuem população inferior a 10 mil habitantes. Em termos de desenvolvimento, o IBGE considera tais municípios como espaços estagnados, uma vez que a maioria deles teve, no ano de 2008, um PIB per capita muito baixo. No estrato dos municípios que perderam população há quatro de porte médio: Foz do Iguaçu (PR), Ilhéus (BA), Lages (SC) e Uruguaiana (RS).
Na última década, quase a metade dos municípios (46%) tiveram crescimento nulo ou baixo (até 1,5% ao ano), ao passo que 19% cresceram entre 1,5% e 3% ao ano. Encontram-se nesse último grupo as cidades de tamanho médio e com PIB um pouco mais elevado do que o grupo anterior. Além disso, tiveram crescimento entre 1,5% e 3% ao ano 16 cidades de grande porte, das quais nove são capitais (Aracaju, Brasília, Campo Grande, Goiânia, João Pessoa, Maceió, Manaus, São Luís e Teresina) e seis do interior (São José dos Campos [SP], Ribeirão Preto [SP], Uberlândia [MG], Sorocaba [SP], Feira de Santana [BA] e Joinville [SC]).

Eixos rodoviários

O estudo também aponta a influência de eixos rodoviários no crescimento de aglomerações urbanas. Entre Rio de Janeiro e São Paulo, um importante eixo de crescimento populacional se forma ao longo da BR-116, com cidades como São José dos Campos (SP) e Volta Redonda (RJ). No Sul, isso ocorre ao longo dos litorais catarinense e paranaense, acompanhando o traçado da BR-101.
Esta mesma estrada, que margeia boa parte do país, também incorpora municípios e aglomerações urbanas no Espírito Santo e próximo às capitais do Nordeste, caso de Camaçari (BA), Barra dos Coqueiros (SE), Ilha de Itamaracá (PE), Cabedelo (PB), Parnamirim (RN), Pacatuba (CE), Caucaia (CE) e Paço do Lumiar (MA).
Em Mato Grosso, a BR-158 (que sai de Barra do Garças [MT] vai até o Pará) e a BR-163 (entre Cuiabá e Santarém [PA]) delineiam uma área de ocupação mais recente. Em Rondônia também há uma ocupação linear, que se estende no mesmo traçado da BR-364.
Segundo a análise do IBGE, o crescimento populacional nas regiões de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Tocantins, norte do Maranhão, Piauí e oeste da Bahia ocorre devido à expansão da fronteira agrícola, sobretudo por causa do cultivo em larga escala de milho, soja e algodão. Os cultivos da cana-de-açúcar em São Paulo e do café em Minas Gerais possuem efeitos semelhantes.
  Centro-Oeste é a região que mais retém imigranges

O fluxo migratório no Brasil está mudando. Enquanto durante décadas o Sudeste foi o principal destino dos imigrantes, atualmente é o Centro-Oeste a região que mais os recebe. Segundo análise do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgada hoje (15), a partir de dados da Pesquisa Nacional por Amostras de Domicílios (PNAD) de 2009, o Centro-Oeste é a região que possui o maior saldo migratório do país.
 Entre 2004 e 2009, o Centro-Oeste recebeu 418 mil imigrantes, enquanto 281 mil emigraram. Isso gerou um saldo migratório de 137 mil pessoas. No Mato Grosso, por exemplo, 17% dos imigrantes vieram do Paraná, 12% de São Paulo e 12% de Rondônia – um possível reflexo dos fluxos gerados durante a expansão da fronteira agrícola, segundo aponta a análise do instituto.
Embora detentora do maior saldo migratório do país, a região Centro-Oeste acompanha a tendência nacional e apresenta uma queda progressiva no número absoluto de imigrantes nos últimos 15 anos. Em 2000, a região recebera 625 mil imigrantes nos cinco anos anteriores. Em 2004 e 2009, o número cai para 534 mil e 418 mil, respectivamente. Em 2000, era o Sudeste o detentor do maior saldo migratório, mas desde 2004 o Centro-Oeste assumiu a ponta no ranking das regiões com maior retenção de imigrantes.
O IBGE constatou que entre 1995 e 2000 mais de 3,3 milhões de brasileiros mudaram não só de Estado, mas de região. Já no período seguinte (1999-2004), 2,8 milhões de brasileiros participaram desta migração inter-regional. Por fim, no último período analisado (2004-2009), apenas 2 milhões de pessoas trocaram de região.

Imigrantes e emigrantes no Brasil em 2009

  • Fonte: IBGE, Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios 2009

Retorno às origens

De acordo com os dados mais recentes do IBGE, a região que possui o segundo maior saldo migratório do país é o Sul, com 98 mil. Nesta região vem acontecendo um processo também percebido com intensidade no Nordeste: o retorno daqueles que emigraram no passado.
No Rio Grande do Sul, entre 1995 e 2000, 39,2% dos novos imigrantes eram, na verdade, gaúchos que haviam deixado o Estado anteriormente. No Paraná, a proporção dos imigrantes de retorno ultrapassou os 37% no mesmo período. Já no Nordeste, à exceção do Rio Grande do Norte e de Sergipe, os índices foram superiores a 40% em todos os demais Estados. Rondônia, Roraima, Amapá, Mato Grosso e Distrito Federal foram as únicas unidades da federação nas quais a proporção de imigrantes de retorno foi inferior a 10%.
Mais recentemente, o "retorno às origens" se abrandou. Entre 2004 e 2009, o Rio Grande do Sul foi o Estado que mais sentiu a volta de seus conterrâneos, já que 24% dos imigrantes eram gaúchos. Os outros Estados nos quais a proporção dos imigrantes de retorno foi considerável foram Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Sergipe, Minas Gerais e Paraná – todos com índice superior a 20%
De acordo com a análise dos IBGE, este movimento de retorno pode estar atrelado à saturação dos espaços industriais no Centro-Sul do país, reduzindo a capacidade da geração de empregos e oportunidades ocupacionais.

Fonte: Folha de São Paulo. Disponível em http://noticias.uol.com.br/cotidiano/2011/07/15/fluxo-migratorio-no-brasil-caiu-37-nos-ultimos-15-anos-diz-ibge.jhtm Acesso em 15 jul 2011.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

história de amor no leite

Fantástico



"Se você adoraria ver um final mais feliz, diga ao governo que você deseja mais reciclagem e menos lixo"

Biografia de uma sacola plástica

Muito interessante para se usar em sala de aula, este vídeo relata a jornada de uma sacola plástica.






"Ecologicamente correto é agir preservando seu ambiente cada dia, até que não perceba estas ações como ecológicas, mas como parte do seu dia".

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Buraco na camada de Ozônio está levando as chuvas para o Sul do mundo

Pesquisadores britânicos estão usando modelos climáticos no Reino Unido e na Austrália para medir condições do tempo entre os Hemisférios Sul e Norte. A partir da análise das correntes de ar que atravessam continentes, descobriram que os focos de chuva do Hemisfério Sul, inclusive nos trópicos, estão sendo deslocados em direção ao sul do planeta.
Já se sabia que os danos na camada de Ozônio fazem com que raios solares nocivos atravessem a estratosfera, mas as influências da camada nas oscilações de clima, chuvas e direção do vento, entre outros fatores, ainda é um campo pouco conhecido.
Basicamente, a corrente de ar que sopra do Hemisfério Norte para o Sul está sendo interrompida devido ao buraco. Dessa maneira, há uma espécie de “migração” das nuvens em direção ao sul. Esse fenômeno está sendo observado com maior intensidade na Austrália. Apesar disso, os cientistas afirmam que as implicações do fenômeno vão do Pólo Sul até além da Linha do Equador.
Os efeitos recém-descobertos tendem a aumentar. Um relatório recente da Organização Meteorológica Mundial afirma que estamos vivendo o ápice dos danos à Camada de Ozônio, de modo que os desdobramentos ainda vão se verificar por mais tempo. Com as novas medidas de proteção à limpeza do ar, a situação deve se estabilizar entre 2045 e 2060. [BBC]

Fonte: Hype Science. Disponível em: http://hypescience.com/buraco-na-camada-de-ozonio-esta-levando-as-chuvas-para-o-sul-do-mundo/  Acesso em 28 abr. 2011.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Parque Linear no Rio Camboriú

Abaixo, o mapa mostra a área prevista no projeto para construção do Parque Linear em Camboriú. Este projeto está em discussão no Comitê da Bacia do Rio Camboriú.

Exibir mapa ampliado

domingo, 10 de abril de 2011

Impactos das mudanças climáticas no RJ são inevitáveis

O estudo “Vulnerabilidade das Megacidades Brasileiras às Mudanças Climáticas: Região Metropolitana do Rio de Janeiro” aponta que já não é possível evitar os impactos das alterações do clima na região fluminense e que a sociedade só será capaz de enfrentá-los, sem grandes prejuízos, caso medidas de adaptação e mitigação sejam tomadas imediatamente. Coordenado pelo INPE e pelo Nepo/Unicamp, com o apoio da Embaixada Britânica no Brasil, esse estudo está sendo apresentado hoje, no RJ, por Sérgio Besserman Vianna e Paulo Gusmão.

Débora Spitzcovsky - Edição: Mônica Nunes         
Planeta Sustentável - 07/04/2011

As noites fluminenses estão muito mais quentes, a quantidade e a intensidade das chuvas no Estado do Rio de Janeiro aumentaram consideravelmente e, de acordo com o estudo Vulnerabilidade das Megacidades Brasileiras às Mudanças Climáticas: Região Metropolitana do Rio de Janeiro, apresentado hoje, no Palácio da Cidade, para a imprensa, especialistas e autoridades do RJ, não se trata de uma "maré de azar passageira": o agravamento das mudanças climáticas está deixando as cidades da região metropolitana desse estado cada vez mais vulneráveis aos problemas ambientais e a tendência é esse cenário piorar.   

Assim, nos próximos dez ou, no máximo, trinta anos, as mais de 11,5 milhões de pessoas que moram nos municípios metropolitanos do Rio de Janeiro terão, inevitavelmente, que aprender a conviver com:  
- chuvas mais intensas e frequentes;
- temperaturas mais elevadas;           
- ondas de calor mais longas e          
- aumento do nível do mar.   

Mas nenhuma dessas alterações resultará em grandes crises para a população e a infraestrutura das cidades fluminenses, desde que medidas de mitigação e adaptação sejam adotadas o mais rápido possível. "A humanidade tem decisões muito importantes para tomar nesse momento. Está em nossas mãos escolher se o planeta aquecerá 2 ou 6ºC e se os impactos das mudanças climáticas, que já são inevitáveis, serão contornados ou acabarão afetando serviços fundamentais para o bem-estar da população, como esgotamento sanitário, abastecimento e drenagem de água e coleta e tratamento de lixo", explica Sérgio Besserman Vianna, economista, ambientalista e um dos porta-vozes do estudo, realizado e coordenado pelo Inpe - Instituto Nacional de Pesquisas EspacialNepo - Núcleo de Estudos de População, da Unicamp, com o apoio da Embaixada Britânica no Brasil. (O estudo focado na cidade de SP foi apresentado em junho de 2010. Confira na reportagem Estudo revela vulnerabilidade de São Paulo)
Segundo ele, para que a população da região metropolitana do Rio de Janeiro - assim como os habitantes de todas as outras cidades do planeta - possa se adaptar bem aos efeitos das alterações climáticas, são necessárias três medidas imediatas:
- produção de conhecimento a respeito do monitoramento, impacto e combate das mudanças climáticas;        
- internalização desse conhecimento pelo corpo técnico responsável pela estrutura das cidades, como prefeituras e empresas envolvidas nas obras públicas e    
- incentivo à gestão política integrada de todos os municípios da região. "Afinal, a natureza ignora a fronteira física entre a cidade do Rio de Janeiro e de Duque de Caxias, por exemplo. Ou seja, traçar um planejamento para acabar com o problema em, apenas, um município é jogar dinheiro fora, porque as cidades estão todas interligadas. O problema que afeta uma delas, inevitavelmente, acabará afetando as outras", salienta Besserman.

Paulo Gusmão, doutor em Geografia da UFRJ - Universidade Federal do Rio de Janeiro e especialista em mudanças climáticas, também é porta-voz do estudo e enfatiza as palavras do economista: "As cidades só conseguirão enfrentar as mudanças climáticas se tiverem atuação local e, também, regional.
Na região metropolitana do Rio de Janeiro, o recorte espacial dos municípios não condiz com o das bacias hidrográficas e aéreas e, portanto, a água, o esgoto e o lixo devem ter gestões integradas", explica Gusmão. 
No entanto, em sua opinião, estimular a gestão política compartilhada não é tão simples quanto parece: "Os governos já têm dificuldade de enxergar a cidade como um todo - é mais comum vermos a realização de ações em áreas isoladas do que em todo o complexo municipal -, imagine, então, visualizar a interligação entre as cidades! É preciso tempo para que eles se conscientizem. O problema é que não temos tanto tempo assim", salienta Gusmão, que ainda acrescenta que o caso do Rio de Janeiro é ainda mais grave, porque o órgão de gestão metropolitana do Estado foi extinto na segunda metade da década de 80.  
QUEM NÃO ESTIVER ADAPTADO ENFRENTARÁ CAOS Segundo o estudo - que contou com a coordenação do climatologista, secretário do MCT (Ministério de Ciência e Tecnologia) e conselheiro do Planeta Sustentável, Carlos Nobre -, os impactos das mudanças climáticas já são inevitáveis na região metropolitana fluminense e, por isso, apenas adotar medidas de mitigação já não é mais suficiente: é preciso se adaptar à nova realidade climática. "O cenário não é de pânico. Por enquanto, há soluções no campo da engenharia e da tecnologia para todos os impactos que sofreremos, mas, para enfrentá-los, o planejamento é essencial. Daqui para frente, a adaptação deve ser a diretriz de todas as políticas públicas do Rio de Janeiro", pontua Besserman.

Caso isso não aconteça, a cidade poderá sofrer grandes consequências. Entre as citadas pelo estudo estão:       
- aumento da incidência dos alagamentos e deslizamentos;
- dificuldade na captação de água doce de boa qualidade;          
- epidemias de doenças como a dengue e a leptospirose, que podem levar à morte;
- aumento do risco de extinção das espécies - sobretudo as que possuem capacidade de locomoção reduzida; 
- crescimento no número de espécies invasoras e   
- savanização da vegetação.            

"É importante lembrar que as pessoas que vivem nas áreas consideradas de maior risco - no caso da região metropolitana do Rio de Janeiro, as que vivem nas zonas costeiras e de encostas - sentirão todos esses impactos muito mais rápido do que quem vive em outras regiões, mas, no final das contas, toda a população sofrerá com o problema", conclui Gusmão.  provocados pelas fortes chuvas;


domingo, 3 de abril de 2011

20 mil

Uma grande surpresa pra mim foi constatar que meu blog está chegando às 20 mil visualizações. A ideia do blog foi bem desproposital: juntar informações que estivessem relacionadas à Geografia. Esse número não só me deixa feliz como também apreensiva, pois aumenta a responsabilidade em divulgar conhecimento pertinente, adequado e de fonte confiável.
Obrigada aos visitantes!

sábado, 2 de abril de 2011

Como a Terra realmente parece...

A Agência Espacial Européia - ESA, divulgou imagens da real aparência do planeta Terra. No site dá pra ver a imagem em movimento. http://www.esa.int/esaCP/SEM1AK6UPLG_index_1.html#subhead2


quarta-feira, 23 de março de 2011

Pegada hídrica da humanidade

Ontem, 22 de março, foi o dia mundial da água. Vários eventos, manifestações e reportagens pipocaram pelo mundo afora. Bisbilhotando na rede achei um maravilhoso projeto da Unesco e da Universidade de Twente, na Holanda. O projeto tem como objetivo visualizar a pegada hídrica de 132 países e tornar tangível o impacto do nosso consumo de água doce.

A FÓRMULA DA PEGADA HÍDRICA  A pegada hídrica de uma nação é a soma de sua pegada interna e externa, ou seja, o volume de água utilizado para produzir, dentro e fora do país, todos os bens e serviços consumidos pelos seus habitantes. O poster transmite com uso de cartogramas a fórmula da pegada de água.


2 Recursos hídricos internos para as necessidades domésticas O mapa representa o volume médio, por habitante, da água para suprir as necessidades domésticas (ex. limpeza, cozinhar, lavar roupa) em cada país.


3 Recursos hídricos internos para produtos agrícolas O mapa representa o volume médio, por habitante, da água utilizada para a produção agrícola de consumo interno em cada país.


4  Recursos hídricos internos para produtos industrializados O mapa representa o volume médio, por habitante, da água utilizada para a produção de bens industrializados de consumo interno em cada país.


5  Recursos hídricos externos para produção agrícola O mapa representa o volume médio, por habitante, da água utilizada para a produção de bens industrializados produzidos no exterior, importados e consumidos em cada país.


6 Recursos hídricos externos para produção industrial O mapa representa o volume médio, por habitante, de água utilizada para os produtos industrializados produzidos no exterior, importados e consumidos em cada país.


Um excelente infográfico foi produzido pela design
Angela Morelli: 


http://www.oeco.com.br/images/stories/flash/interactive.swf

Fonte: O Eco. Disponível em: http://www.oeco.com.br/semana-da-agua-2011/24896-pegada-hidrica-da-humanidade. Acesso em 22 mar. 2011

segunda-feira, 21 de março de 2011

Japão: antes e depois

Imagens fantásticas antes e depois da tragédia no Japão. Passe o mouse sobre as imagens lateralmente e poderá visualizar as imagens do mesmo local antes e depois do terremoto/tsunami.

http://www.vg.no/nyheter/utenriks/jordskjelv-i-japan/bilder.php

(informação recebida por e-mail da querida Cell Miranda)

Paisagens do mundo