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sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Feliz 2011

Desejo aos meus seguidores e a todas as pessoas que vêm aqui em busca de informações geográficas, um excelente ano de 2011.
Talvez o blog fique um pouco menos ativo nesse período, pois estou de férias. Em 2011 espero que ele seja bem produtivo.

Abraços!

O mundo com sede

Excelente artigo sobre a questão da água:

http://planetasustentavel.abril.com.br/noticia/desenvolvimento/conteudo_261013.shtml?func=1&pag=0&fnt=9pt

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Países menos populosos do mundo

O contingente populacional mundial está em constante crescimento, porém esse processo se desenvolve em diferentes escalas, visto que na América Latina, África e principalmente na Ásia o crescimento demográfico está bem acima dos demais continentes.
Conforme dados divulgados em 2009 pelo Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), o planeta Terra possui 6,829 bilhões de habitantes. Essas pessoas estão distribuídas de forma desigual pelo planeta, sendo que alguns Estados-Nações possuem menos habitantes que várias cidades brasileiras. O Vaticano, por exemplo, é habitado por apenas 990 pessoas.
Tanto a Oceania quanto a América Central possuem 9 dos 30 países com menor contingente populacional do mundo. A Europa, por sua vez, é representada na lista por 8 nações. De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os 30 países menos populosos são:
1° Vaticano (Europa): 990 habitantes.
2° Nauru (Oceania): 9.771 habitantes.
3° Tuvalu (Oceania): 11.093 habitantes.
4° Palau (Oceania): 20.397 habitantes.
5° San Marino (Europa): 31.359 habitantes.
6° Mônaco (Europa): 32.020 habitantes.
7° Liechtenstein (Europa): 35.010 habitantes.
8° São Cristóvão e Névis (América Central): 46.111 habitantes.
9° Ilhas Marshall (Oceania): 54.065 habitantes.
10° Dominica (América Central): 70.382 habitantes.
11° Andorra (Europa): 82.180 habitantes.
12° Antígua e Barbuda (América Central): 82.786 habitantes.
13° Seychelles (África): 84.600 habitantes.
14° Kiribati (Oceania): 98.989 habitantes.
15° Granada (América Central): 103.930 habitantes.
16° Tonga (Oceania): 103.967 habitantes.
17° São Vicente e Granadinas (América Central): 109.209 habitantes.
18° Micronésia (Oceania): 110.728 habitantes.
19° São Tomé e Príncipe (África): 162.755 habitantes.
20° Santa Lúcia (América Central): 172.189 habitantes.
21° Samoa (Oceania): 178.846 habitantes.
22° Vanuatu (Oceania): 239.788 habitantes.
23° Barbados (América Central): 255.872 habitantes.
24° Belize (América Central): 306.777 habitantes.
25° Maldivas (Ásia): 309.430 habitantes.
26° Islândia (Europa): 322.691 habitantes.
27° Bahamas (América Central): 341.713 habitantes.
28° Brunei (Ásia): 399.687 habitantes.
29° Malta (Europa): 408.712 habitantes.
30° Luxemburgo (Europa): 486.184 habitantes.

Por Wagner de Cerqueira e Francisco
Graduado em Geografia
Equipe Brasil Escola
Disponível em: http://www.brasilescola.com/geografia/paises-menos-populosos-mundo.htm Acesso em 15/12/2010

domingo, 12 de dezembro de 2010

10 maiores economias de SC

A lista das 10 cidades catarinenses com maior Produto Interno Bruto (PIB) teve apenas uma alteração em 2008. Lages conquistou a 10ª posição de Brusque, como mostra o relatório divulgado ontem pela Secretaria de Estado do Planejamento em parceria com o IBGE.
Os números do PIB (soma de todas as riquezas geradas) são sempre divulgados com dois anos de atraso. Florianópolis manteve a terceira posição no ranking estadual pelo segundo ano consecutivo, posto que agora é ocupado por Itajaí. Joinville segue firme na ponta, respondendo por 10,7% do que é produzido no Estado. No âmbito nacional, a cidade do Norte do Estado aparece em 30º, Itajaí em 39º, e a Capital, em 50º.
Florianópolis, aliás, é a única das capitais brasileiras que não lidera a lista dos maiores PIBs do Estado.
– A Capital era a segundo no ranking até 2006, quando perdeu a posição para Itajaí. Isso ocorreu, principalmente, por causa do Pró-Emprego, programa do governo estadual que deu incentivos fiscais para que importadoras se instalassem na cidade portuária – explica Cláudio Mendonça, coordenador do estudo.
Prova disso é que, no valor adicionado bruto, que contabiliza o resultado da economia municipal no ano, Florianópolis ainda aparece na segunda posição no Estado. Somados os impostos recolhidos, que também entram na conta do PIB, Itajaí consolida a vice-liderança. A cidade do Litoral Norte foi a quinta cidade no país entre 100 mil e 500 mil habitantes a ter o maior ganho de participação na economia brasileira em uma década.
O PIB de Itajaí cresceu 10 vezes desde 2000 – a comparação não leva em conta a inflação do período –, o melhor desempenho entre as grandes cidades do Estado. O segundo município com maior crescimento neste período foi São Francisco do Sul, que multiplicou por cinco o PIB.
Lages ultrapassou Brusque e tornou-se a 10ª maior economia catarinense. Na avaliação de Mendonça, essa troca se explica porque Brusque sofreu, em 2008, uma queda no desempenho do setor de serviços.
– Isso provavelmente ocorreu porque o turismo da cidade, focado no comércio, foi menor naquele ano. Com a ida de menos excursões para Brusque, o efeito se multiplicou.




sábado, 11 de dezembro de 2010

Resultado da COP-16 em Cancún

O acordo firmado neste sábado em Cancún pela conferência da ONU sobre mudanças climáticas prevê uma série de mecanismos para combater o aquecimento global e permitir que os países mais pobres e vulneráveis se adaptem as suas dramáticas consequências.
Estes são seus pontos principais:
FUTURO DO PROTOCOLO DE KYOTO
- Convoca os países desenvolvidos a discutir uma nova fase de compromissos de redução de emissões sob o Protocolo de Kyoto, cuja primeira fase expira no final de 2012, "para garantir que não ocorra um hiato" entre os dois períodos.
Não requer, por enquanto, que as nações assinem compromissos para o período posterior a 2012. Japão liderou a oposição à prolongação do Protocolo, alegando que é injusto porque não inclui os dois maiores emissores: Estados Unidos (porque não o ratificou) e China (por ser um país em desenvolvimento).
AJUDA PARA OS PAÍSES EM DESENVOLVIMENTO
- Cria uma nova instituição, o Fundo Verde, para administrar a ajuda financeira dos países ricos aos mais pobres.
Até agora, União Europeia, Japão e Estados Unidos prometeram contribuições que devem chegar a US$ 100 bilhões anuais em 2020, além de uma ajuda imediata de US$ 30 bilhões.
- Convida o Banco Mundial a servir como tesoureiro interino do Fundo Verde Climático por três anos.
- Estabelece um conselho de 24 membros para dirigir o Fundo, com igualdade de representação de países desenvolvidos e em desenvolvimento, junto com representantes dos pequenos Estados insulares, mais ameaçados pelo aquecimento.
- Cria um centro de tecnologia climática e uma rede para ajudar a distribuir o conhecimento tecnológico aos países em desenvolvimento, com o objetivo de limitar as emissões e se adaptar aos impactos das alterações climáticas.
MEDIDAS PARA FREAR O AQUECIMENTO
- Salienta a necessidade urgente de realizar "fortes reduções" nas emissões de carbono para evitar que a temperatura média do planeta aumente mais de 2ºC em comparação com os níveis da era pré-industrial.
- Convoca os países industrializados a reduzir suas emissões entre 25% e 40% em 2020 em relação ao nível de 1990. Esta parte encontra-se incluída no Protocolo de Kyoto, e por isso não inclui os Estados Unidos, que nunca o ratificaram.
- Concorda em estudar novos mecanismos de mercado para ajudar os países em desenvolvimento a limitar suas emissões e discutir essas propostas na próxima conferência, no final de 2011, em Durban (África do Sul).
FISCALIZAÇÃO DAS AÇÕES DOS PAÍSES EM DESENVOLVIMENTO PARA REDUZIR AS EMISSÕES
Esses países, especialmente os grandes emergentes, como China, Brasil e Índia, "em função de suas suas capacidades", divulgarão a cada dois anos relatórios que mostrem seus inventários de gases de efeito estufa, e informações sobre suas ações para reduzi-los.
Esses relatórios serão submetidos a consultas e análises internacionais, "não intrusivas", "não punitivas" e "respeitando a soberania nacional".
REDUZIR O DESMATAMENTO
- Traz o objetivo de "reduzir, parar e reverter a perda de extensão florestal" nas florestas tropicais. O desmatamento responde por 20% das emissões de gases de efeito estufa globais. Pede aos países em desenvolvimento que tracem seus planos para combater o desmatamento, mas não inclui o uso de mercados de carbono para seu financiamento.
- Exorta todos os países a respeitar os direitos dos povos indígenas.

Fonte: Folha.com Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/ambiente/844293-saiba-quais-sao-as-principais-medidas-adotadas-em-cancun.shtml Acesso em 11/12/2010.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Dicas para se dar bem na prova de geografia em vestibulares

Apesar de eu sempre falar em sala de aula, não custa ouvir outro professor destacando aspectos importantes na hora de fazer a prova de geografia.



http://g1.globo.com/vestibular-e-educacao/noticia/2010/11/veja-dicas-para-se-dar-bem-na-prova-de-geografia.html

Fonte: G1

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Conflito entre as Coreias: ou Como os EUA Ajudaram a Coreia do Norte a obter a Bomba Atômica

É importante termos diversas opiniões para ajudar a formar a nossa. Segue abaixo uma outra visão do conflito. Agradeço ao Roberto, que fez um comentário no post anterior, pelo link ao blog Anti Nova Ordem Mundial.

Apesar do fato de que a Coreia do Sul admitiu ter disparado os primeiros tiros que levaram à retaliação da Coreia do Norte, a grande maioria da imprensa corporativa está histericamente culpando a Coreia do Norte por uma nova escalada na crise, e ao mesmo tempo esquecendo do fato que todo este fiasco foi gerado como um resultado direto da política através de duas administrações distintas dos EUA, que garantiram que o ditador Kim Jong-Il adquirisse a bomba atômica.
Como já foi exaustivamente documentado, a beligerância nuclear da Coreia do Norte foi uma criação quase que exclusivamente do governo dos EUA em que eles armaram o estado stalinista tanto direta como indiretamente através de distribuidores globais de armas sob o seu controle, nomeadamente o Dr. Abdul Qadeer Khan, conhecido também como AQ Khan. Enquanto rotularam a Coreia do Norte como parte do “eixo do mal”, o governo americano entusiasticamente financiou cada etapa de seu programa de armas nucleares.
Ambas as administrações de Clinton e de Bush desempenharam um papel fundamental em ajudar Kim Jong-Il a desenvolver a façanha nuclear da Coreia do Norte a partir de meados dos anos 1990 em diante.
Assim como com o programa de de armas biológicas e químicas de Saddam Hussein, Donald Rumsfeld desempenhou um papel fundamental para armar de Kim-Jong-Il.
Rumsfeld foi o homem que presidiu o contrato de 200 milhões de dólares para fornecer equipamentos e serviços para construção de duas estações de reatores de água leve na Coreia do Norte em janeiro de 2000, quando ele era um diretor executivo da ABB (Asea Brown Boveri). Wolfram Eberhardt, porta-voz da ABB, confirmou que Rumsfeld estava presente em quase todas as reuniões do conselho durante seu envolvimento com a empresa.
Rumsfeld apenas continuou o trabalho da administração Clinton, que em 1994 concordarou em substituir os os reatores nucleares contruídos pela própria Coreia do Norte com reatores nucleares de água leve. Os chamados “especialistas” financiados pelo governo afirmaram que os reactores de água leve não poderiam ser utilizados para fazer bombas. Isto não é verdade de acordo com Henry Sokolski, diretor do Centro Educacional de Políticas de Não-Proliferação, em Washington, que afirmou: “Reatores de Água leve (LWR) podem ser usados para produzir dezenas de bombas de plutônio na Coreia do Norte e Irã. Isto é verdade para todos os LWR – um fato deprimente que os políticos dos EUA conseguiram bloquear“.
Estes reatores são como todos os reatores, eles têm o potencial para fazer bombas. Então você pode acabar fornecendo para o pior violador nuclear os meios para adquirir as mesmas armas que nós estamos tentando evitar que eles adquiram“, disse Sokolski à rede BBC .
O Departamento de Estado dos EUA alegou que os reatores de água leve não poderiam ser usado para produzir material para bombas, mas ainda assim em 2002 conclamaram a Rússia a pôr fim à sua cooperação nuclear com o Irã, pela razão de que não queriam que o Irã fosse armado com armas de destruição em massa. Na época, a Rússia estava construindo reatores de água leve no Iran. De acordo com o Departamento de Estado, os reatores de água leve no Irã poderiam produzir material nuclear, mas por alguma razão a mesma regra não se aplica na Coreia do Norte.
Em abril de 2002, o governo Bush anunciou que iria liberar US 95 milhões de dólares do contribuintes americanos para iniciar a construção dos “inofensivos” reatores de água leve na Coreia do Norte. Bush argumentou que armar o megalomaníaco ditador Kim Jong-Il com o potencial de produzir uma centena de armas nucleares por ano, era “vital para os interesses de segurança nacional dos Estados Unidos“. Bush liberou ainda mais dinheiro em janeiro de 2003, como foi noticiado pela Bloomberg News (o artigo original da Bloomberg foi removido, no link está uma cópia). Bush liberou as verbas, apesar da surpreendente revelação, noticiada por jornais do sul-coreano, de que uma ogiva de míssil norte-coreano havia sido encontrado no Alasca.
A construção dos reatores foi finalmente suspensa, mas a Coreia do Norte teve uma fonte alternativa através da qual eles poderiam obter os segredos nucleares vitais para a construção de um arsenal de bomba atômica – o traficante internacional de armas e protegido da CIA Abdul Qadeer, vulgo AQ Khan.
Em 2004, Dr. Abdul Qadeer Khan, o pai do programa de bomba atômica do Paquistão (visto como herói em seu país), compartilhou tecnologia nuclear de através de uma rede de contrabando em todo o mundo que inclui muitas instalações na Malásia que fabricavam peças-chave para centrífugas.
O colaborador de Khan, B.S.A. Tahir, dirigia uma empresa de fachada nas cercanias de Dubai que fornecia de componentes para centrifugadoras para a Coreia do Norte.
Apesar das autoridades holandesas estarem profundamente desconfiadas das atividades de Khan, já em 1975, a CIA os impediu de prendê-lo em duas ocasiões.
O homem foi seguido por quase dez anos e, obviamente, ele era um problema sério. Mas, novamente, eu fui informado que o serviço secreto americano poderia lidar mais eficazmente com Khan“, disse o ex-primeiro-ministro holandês Ruud Lubbers. “Hague (sede do governo da Holanda) não teve a palavra final no assunto. Foi Washington que teve.
Lubbers afirmou também que Khan foi autorizado a entrar e sair da Holanda com a bênção da CIA, o que acabou permitindo que ele se tornasse o “principal vendedor de uma extensa rede internacional para a proliferação de tecnologia e conhecimento nuclear“, segundo George W. Bush, e vendesse segredos nucleares que permitiram a Coreia do Norte construisse bombas nucleares.
Lubbers suspeita que Washington permitiu as atividades de Khan porque o Paquistão era um aliado chave na luta contra os soviéticos“, relata a CFP. “Na época, o governo dos EUA financiava e armava o grupo mujahideen, do qual Osama bin Laden fazia parte. Eles foram treinados pela inteligência paquistanesa para combater as tropas soviéticas no Afeganistão”. Anwar Iqbal, correspondente para Washington do jornal paquistanês Dawn, disse a ISN Security Watch que as afirmações de Lubbers “poderiam estar corretas. Isso era parte de uma estratégia tola de longo prazo. Os EUA sabiam o Paquistão estava desenvolvendo armas nucleares, mas não se importavam, porque estas armas não seriam utilizadas contra eles. Foi um meio de intimidação contra a Índia e possivelmente contra os soviéticos.
Em setembro de 2005, verificou-se que o tribunal de Amesterdã, que condenou Khan a quatro anos de prisão em 1983, tinha perdido os arquivos judiciais pertinentes ao caso. A juiza vice-presidente, Anita Leeser, acusou a CIA de roubar os arquivos. “Algo não está certo, nós não perdemos coisas como essa assim deste jeito”, disse ela ao programa de notícias holandesa NOVA. “Eu acho desconcertante que as pessoas perdem arquivos com objetivos políticos, especialmente se isso foi feito a pedido da CIA. Isso é inédito.
Em 2005, o presidente paquistanês, Pervez Musharraf reconheceu que Khan havia fornecido centrífugas e os seus projetos para a Coreia do Norte.
Através das suas políticas para ajudar a Coreia do Norte a construir reatores de água leve, e através do protegido da CIA AQ Khan, que foi abrigado em cada passo de seu caminho enquanto ele ajudava a Coreia do Norte com os recursos para construir um arsenal nuclear, o próprio governo dos EUA é cúmplice direto em fornecer ao ditador norte-coreano Kim Jong-Il as armas nucleares que agora ameaçam usar contra a Coreia do Sul, país aliado dos EUA.
A Coreia do Norte é controlada por uma ditadura hereditária stalinista que matou de fome dois milhões de seus cidadãos para permitir a construção de um exército de milhões de homens. Alguns colocam a cifra em quatro milhões, um quarto da de toda a população daquele país. No extremo norte do país existe uma rede de gulags de trabalho forçado, onde as pessoas que ousam expressar quaisquer opiniões políticas, juntamente com suas famílias inteiras, são torturados, estuprados e executados. Terríveis experiências bio-químicas são realizadas em grandes números de pessoas. Bebês nascem e, em seguida, são pisoteados até morte pelos guardas do campo. Se a mãe grita enquanto os guardas estão pisando no pescoço do bebê, ela é imediatamente assassinada por um pelotão de fuzilamento. Estes guardas são premiados com bônus e promoções por arrancarem os olhos dos prisioneiros.
O povo norte-coreano é escravizado por um governo que está usando a comida como uma arma. Talvez seja por isso que a União européia e os Estados Unidos, através do Programa Alimentar Mundial das Nações Unidas, retomou o envio de centenas de milhares de toneladas de ajuda alimentar ao final de fevereiro de 2003. Isso vai diretamente para a ditadura, que decide então quem deve receber os alimentos pelo seu grau de fidelidade ao Estado. A ajuda alimentar apenas aumenta o poder de Kim Jong-Il e isto ainda é velado pela ONU em uma sentimental retórica humanitária.
O presidente Bush afirmou publicamente que abominava Kim Jong-Il, e mesmo assim a sua administração, assim como Bill Clinton antes dele, definiu uma política de ajuda que permitiu a Coreia do Norte obtivesse tecnologia nuclear. A rede de inteligência dos EUA também protegeu AQ Khan e permitiu que este proporcionasse os meios com os quais a Coreia do Norte adquiriu a sua capacidade nuclear.
Se as tensões entre as Coreias se transformarem em uma guerra total, não espere que a mídia corporativa americana e mundial mencione como Kim Jong-Il e seus sucessores chegaram ao ponto de ser uma ameaça tão grande, com a ajuda de armas nucleares entusiasticamente fornecidas pelo governo dos EUA e seus aliados.

 Fonte: Blog Anti Nova Ordem Mundial. Disponível em: http://blog.antinovaordemmundial.com/2010/11/conflito-entre-as-coreias-ou-como-os-eua-ajudaram-a-coreia-do-norte-a-obter-a-bomba-atomica/ Acesso em 24/11/2010.

Entenda a crise entre as duas Coreias

Saiba mais sobre incidentes recentes entre Seul e Pyongyang que elevaram a tensão na Ásia: 

BBC Brasil | 23/11/2010 11:21

A Coreia do Norte realizou disparos de artilharia contra uma ilha sul-coreana, perto da fronteira, voltando a elevar a tensão entre os dois países. A Coreia do Sul respondeu também com ataques de artilharia e colocou o seu alerta militar no nível mais alto fora de um período de guerra.
O incidente está sendo visto como o mais grave desde a Guerra da Coreia, nos anos 50, e acontece após oito meses de tensão depois do afundamento do navio de guerra sul-coreano Cheonan.
A BBC Brasil preparou uma série de perguntas e respostas sobre a crise entre as duas Coreias.
O que motivou a troca de disparos?
Ainda não se sabe o que provocou os disparos de artilharia, mas a área da fronteira marítima entre as duas Coreias já foi palco de diversos embates no passado. Antes do ataque, a Coreia do Norte havia protestado contra exercícios militares sul-coreanos que estavam sendo realizados na ilha de Yeonpyeong, onde agora vários prédios foram atingidos pela artilharia norte-coreana.
Como fica a situação entre os dois países depois do incidente?
Analistas dizem que qualquer reaproximação significativa entre Coreia do Sul e do Norte parece improvável no futuro próximo. Antes da troca de disparos, havia sinais de que o governo norte-coreano tinha a intenção de se reconciliar com o vizinho do sul. O país havia oferecido retomar o reencontro de famílias divididas, além de indicar que queria retomar negociações na área militar. Já a Coreia do Sul mandou arroz para a Coreia do Norte pela primeira vez em dois anos, para ajudar a população atingida por inundações.
Mas não houve mais nenhum avanço significativo nas relações entre os dois países. As negociações internacionais sobre o programa nuclear da Coreia do Norte continuam paradas, e a revelação no último fim de semana de que o país teria novas instalações para o enriquecimento de urânio tornou a retomada das conversas ainda menos provável.
Houve alguma razão para que a tensão entre as duas Coreias voltasse a aumentar?
Uma disputa sem resolução sobre o afundamento de um navio de guerra sul coreano neste ano deixou a relação entre os vizinhos - que permanecem tecnicamente em guerra - na pior situação em muitos anos.
Na noite do dia 26 de março de 2010, o Cheonan, um navio de guerra sul-coreano, estava deixando a ilha Baengnyeong perto da fronteira marítima entre as duas Coreias no Mar Amarelo. Uma explosão partiu o navio em dois e ele afundou. 58 marinheiros conseguiram escapar, mas 46 foram mortos.
Investigadores cogitaram que uma mina dos tempos da Guerra da Coreia pudesse ser responsável pelo incidente ou que a explosão tivesse sido causada por algum defeito no navio, mas acabaram concluindo que foi um torpedo disparado por um submarino norte-coreano que afundou a embarcação. Eles dizem ter encontrado parte do torpedo no fundo do mar com uma inscrição atribuída à Coreia do Norte.
Qual é a posição da Coreia do Norte sobre o assunto?
A Coreia do Norte nega qualquer envolvimento no episódio. O país rechaçou a conclusão dos investigadores e pediu para conduzir sua própria investigação, o que foi negado por Seul. As possíveis razões para o ataque não foram esclarecidas, mas uma das teorias indica que o ataque poderia ter sido uma forma de Kim Jong-il conseguir o apoio do exército no momento em que ele prepara seu filho para sucedê-lo. Outras possibilidades colocam o ataque como uma ação unilateral do Exército ou ainda uma tentativa de forçar Seul a retomar antigas políticas comerciais e de auxílio ao vizinho do Norte.
Qual foi a reação internacional ao incidente com o navio?
Desde o início, Estados Unidos e Japão expressaram apoio a Seul e à declaração do Conselho de Segurança da ONU condenando a Coreia do Norte. Após a declaração, os americanos começaram a realizar uma série de exercícios militares conjuntos com a Coreia do Sul no Mar do Japão. Autoridades militares dos Estados Unidos dizem que os exercícios foram planejados como uma demonstração de força à Coreia do Norte. O Japão também mandou militares para observar, o que indica um suposto apoio ao treinamento.
Os Estados Unidos também anunciaram sanções bilaterais, direcionadas ao comércio de armas e à importação de bens de luxo por Pyongyang. Mas a China, o maior parceiro comercial e aliado da Coreia do Norte, tem constantemente pedido moderação. Pequim tem evitado tomar medidas duras contra a Coreia do Norte, por querer impedir que o regime do país vizinho entre em colapso, levando a uma perigosa instabilidade e a uma onda de refugiados cruzando a fronteira.

Fonte: IG - Último Segundo. Disponível em: http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/bbc/entenda+a+crise+entre+as+duas+coreias/n1237837002886.html. Acesso em 24/11/2010.




quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Brasil avança no novo IDH

Reformulado, Índice de Desenvolvimento Humano usa Renda Nacional Bruta em vez de PIB e apresenta novos indicadores sobre educação
do PNUD
O Brasil é o 73º no ranking de 169 nações e territórios da nova versão do IDH (Índice de Desenvolvimento Humano), que passou por uma das maiores reformulações desde que foi criado, há 20 anos. O índice brasileiro, de 0,699, situa o país entre os de alto desenvolvimento humano e é maior que a média mundial (0,624). Segundo o Relatório de Desenvolvimento Humano, o resultado é parecido com o do conjunto de países da América Latina e Caribe (0,704).

Em razão da mudança de metodologia, não se pode comparar o novo IDH com os índices divulgados em relatórios anteriores. Mas seguindo a nova metodologia, em comparação com os dados recalculados para 2009, o IDH do Brasil mostra uma evolução de quatro posições. O documento, intitulado A verdadeira riqueza das nações: caminhos para o desenvolvimento humano, foi divulgado nesta quinta-feira em Nova York.

A lista é encabeçada pela Noruega (0,938), seguida de Austrália, Nova Zelândia, Estados Unidos e Irlanda. A última posição é ocupada por Zimbábue (0,140), superado por República Democrática do Congo, Níger, Burundi e Moçambique. O Brasil está logo acima de Geórgia (74º), Venezuela (75º), Armênia (76º) e Equador (77º), e abaixo de Ilhas Maurício (72º), Macedônia (71º), Irã (70º), Ucrânia (69º) e Bósnia-Herzegóvina (68º).
O índice manteve suas características principais — varia de 0 a 1 (quanto mais próximo de 1, maior o nível de desenvolvimento humano) e engloba três aspectos essenciais do desenvolvimento humano: conhecimento (medido por indicadores de educação), saúde (medida pela longevidade) e padrão de vida digno (medido pela renda). Assim, conserva a premissa que norteou sua criação em 1990: o progresso deve ser mensurado não apenas pelo crescimento econômico, mas também por conquistas em saúde e educação.
Para o 20º aniversário da publicação, foram introduzidas mudanças nos indicadores de renda e educação e no cálculo final (leia mais abaixo o texto “As mudanças na metodologia do IDH”). A reformulação resultou em aprimoramento, mas implicou uma redução no número de países e territórios abrangidos: 15 (incluindo Cuba, Omã e Líbano) saíram da lista por não disporem de informações verificáveis para pelo menos um dos quatro indicadores usados no índice.
Dos três subíndices que compõem o IDH, apenas o de longevidade não passou por alterações: continua sendo medido pela expectativa de vida ao nascer. No subíndice de renda, o PIB (Produto Interno Bruto) per capita foi substituído pela Renda Nacional Bruta (RNB) per capita, que contabiliza a renda conquistada pelos residentes de um país, incluindo fluxos internacionais, como remessas vindas do exterior e ajuda internacional, e excluindo a renda gerada no país, mas repatriada ao exterior. Ou seja, a RNB traz um retrato mais preciso do bem-estar econômico das pessoas de um país. No subíndice de educação, houve mudanças nos dois indicadores. Sai a taxa de analfabetismo, entra a média de anos de estudo da população adulta; para averiguar as condições da população em idade escolar, em vez da taxa bruta de matrícula passa a ser usado o número esperado de anos de estudos.




Evolução recente
Esta não é a primeira vez que o IDH passa por mudanças — a disponibilidade de novos dados e as sugestões de alguns críticos fizeram com que o índice se adaptasse ao longo das últimas duas décadas. Porém, a fim de possibilitar que sejam verificadas tendências no desenvolvimento humano, a equipe responsável pelo relatório usou a nova metodologia não só para calcular o IDH de 2010, mas também o de 2009 e de outros seis anos de referência: 1980, 1985, 1990, 1995, 2000 e 2005. Para o Brasil, há dados completos desde 2000.
Desde aquele ano, o IDH brasileiro teve um ganho de 7,6% (73ª maior variação numa lista de 137 países). O progresso foi mais rápido que o latino-americano (6,6%) e mais lento que o global (9,3%). De 2005 para cá, a alta foi de 3,1% (92º mais veloz em uma lista de 169 países e territórios). De 2009 para 2010, o aumento foi de 0,8%, o 53º mais elevado entre 169 países.
Na última década, a expectativa de vida dos brasileiros aumentou 2,7 anos, a média de escolaridade cresceu 1,7 ano e os anos de escolaridade esperada recuaram em 0,8 ano. A renda nacional bruta teve alta de 27% no período.



Em comparação com países que estavam em nível semelhante de desenvolvimento em 2000 — os quatro logo acima e os quatro logo abaixo no ranking do IDH —, o Brasil saiu-se como um dos melhores. Se há dez anos era o quinto nesse grupo de nove nações, agora é o terceiro. O grande salto, porém, foi da Ucrânia, que registrava índice semelhante ao brasileiro em 2000, e em 2010 é o país com maior IDH desse conjunto.



As alterações foram pequenas para os países da América Latina ao longo da última década. Chile, Argentina e Uruguai mantêm-se no topo do IDH desse grupo, seguido de México e Peru. Bolívia e Paraguai ainda registram os índices mais baixos. Nas posições intermediárias, estiveram Colômbia, que acelerou menos entre 2000 e 2010, Equador, Venezuela e Brasil. O indicador brasileiro era o sexto no início do período, chegou a ser superado pelo venezuelano em 2009, mas neste ano voltou à sexta colocação.



As mudanças na metodologia do IDH
Os pilares do IDH não foram alterados: o índice varia de 0 a 1 (quanto mais próximo de 1, maior) e engloba três dimensões fundamentais do desenvolvimento humano: conhecimento (mensurado por indicadores de educação), saúde (medida pela longevidade) e padrão de vida digno (medido pela renda). Mas houve modificação em alguns indicadores e no cálculo final do índice.
Subíndice de longevidade
Não mudou: continua sendo medido pela expectativa de vida ao nascer.
Subíndice de educação
É o único que engloba dois indicadores, e ambos foram alterados. Sai a taxa de alfabetização, entra a média de anos de estudo da população adulta (25 anos ou mais). Para averiguar as condições da população em idade escolar, em vez de taxa bruta de matrícula passa a ser usado o número esperado de anos de estudos (expectativa de vida escolar, ou tempo que uma criança ficará matriculada, se os padrões atuais se mantiverem ao longo de sua vida escolar). Essas alterações foram feitas porque alguns países, sobretudo os do topo do IDH, haviam atingido níveis elevados de matrícula bruta e alfabetização — assim, esses indicadores vinham perdendo a capacidade de diferenciar o desempenho dessas nações. Na avaliação do Relatório de Desenvolvimento Humano, as novas variáveis captam melhor o conceito de educação e permitem distinguir com mais precisão a situação dos países. No entanto, assim como os indicadores anteriores, não consideram a qualidade da educação. No método antigo, a taxa de analfabetismo tinha peso 2 nesse subíndice, e a taxa de matrícula, peso 1. Agora, os dois novos indicadores têm peso semelhante.
Subíndice de renda
O PIB (Produto Interno Bruto) per capita foi substituído pela Renda Nacional Bruta (RNB) per capita, que abrange os mesmos fatores que o PIB, mas também leva em conta recursos enviados ou recebidos do exterior — é uma maneira de captar melhor as remessas vindas de imigrantes, excluir da conta o envio de lucro para o exterior das empresas e computar a verba de ajuda humanitária recebida pelo país, por exemplo. Assim como na versão anterior usava-se o logaritmo natural do PIB per capita, agora usa-se o logaritmo natural da renda. Também foi mantido o modo como os valores são expressos: em dólar corrigido pela paridade do poder de compra (PPC), que leva em conta a variação do custo de vida entre os países.
Normalização dos subíndices
Para poder comparar indicadores diferentes (a renda é expressa em dólares, a expectativa em anos, por exemplo), cada subíndice é transformado numa escala de 0 a 1. Por isso, estabelece-se um valor máximo e mínimo para cada indicador. Até o relatório do ano passado, os níveis máximos eram fixados pelo próprio RDH; neste, foram usados os valores máximos verificados na série de dados (desde 1980). Com isso elimina-se a arbitrariedade na escolha desses níveis máximos e mínimos.
Atualização dos dados
Até o ano passado, o IDH sempre trabalhava com indicadores de dois anos anteriores à publicação do relatório. O RDH 2009, portanto, trazia um IDH que refletia a situação de 2007. No RDH 2010, são usados alguns valores e projeções do próprio ano de 2010. Há dados disponíveis para este ano referentes à expectativa de vida e à média de anos de estudo. Para a renda nacional bruta, foram feitas estimativas aplicando-se os dados mais recentes do Banco Mundial às projeções de crescimento feitas pelo Fundo Monetário Internacional (FMI). No número de anos esperados de escolaridade, foi utilizado o dado mais recente disponível.
Cálculo
Até a edição de 2009, o IDH era calculado como a média simples dos três subíndices (somava-se os três e dividia-se o resultado por três). A partir deste relatório, recorre-se à média geométrica: multiplicam-se os três subíndices e calcula-se a raiz cúbica do resultado (um número que, multiplicado três vezes por ele mesmo, é igual ao resultado da multiplicação). Antes, um desempenho baixo em uma dimensão poderia ser diretamente compensado por um desempenho melhor em outra. Com o novo cálculo, essa compensação perde força — um valor ruim em um dos subíndices tem impacto maior em todo o índice. Além disso, a metodologia permite que 1% de queda na expectativa de vida, por exemplo, tenha o mesmo impacto que 1% de queda na renda ou na educação.
Nível de desenvolvimento humano
O Relatório de Desenvolvimento Humano deixa de classificar o nível de desenvolvimento de acordo com valores fixos e passa a utilizar uma classificação relativa. A lista de países é dividida em quatro partes semelhantes. Os 25% com maior IDH são os de desenvolvimento humano muito alto, o quartil seguinte representa os de alto desenvolvimento, o terceiro grupo é o de médio e os 25% piores, os de baixo desenvolvimento humano.



PNUD 2010: ranking de IDH

Confira novo ranking do Índice de Desenvolvimento Humano

Veja a lista de 169 países e territórios, classificados segundo o Índice de Desenvolvimento Humano calculado com dados relativos a 2010
PosiçãoPaísValor do IDH 2010
Desenvolvimento humano muito alto
1Noruega0.938
2Austrália0.937
3Nova Zelândia0.907
4Estados Unidos0.902
5Irlanda0.895
6Liechtenstein0.891
7Holanda0.890
8Canadá0.888
9Suécia0.885
10Alemanha0.885
11Japão0.884
12Coreia do Sul0.877
13Suíça0.874
14França0.872
15Israel0.872
16Finlândia0.871
17Islândia0.869
18Bélgica0.867
19Dinamarca0.866
20Espanha0.863
21Hong Kong, China (RAE)0.862
22Grécia0.855
23Itália0.854
24Luxemburgo0.852
25Áustria0.851
26Reino Unido0.849
27Singapura0.846
28República Tcheca0.841
29Eslovênia0.828
30Andorra0.824
31Eslováquia0.818
32Emirados Árabes Unidos0.815
33Malta0.815
34Estônia0.812
35Chipre0.810
36Hungria0.805
37Brunei0.805
38Qatar0.803
39Bahrein0.801
40Portugal0.795
41Polônia0.795
42Barbados0.788
Desenvolvimento humano alto
43Bahamas0.784
44Lituânia0.783
45Chile0.783
46Argentina0.775
47Kuait0.771
48Letônia0.769
49Montenegro0.769
50Romênia0.767
51Croácia0.767
52Uruguai0.765
53Líbia0.755
54Panamá0.755
55Arábia Saudita0.752
56México0.750
57Malásia0.744
58Bulgária0.743
59Trinidad e Tobago0.736
60Sérvia0.735
61Belarus0.732
62Costa Rica0.725
63Peru0.723
64Albânia0.719
65Rússia0.719
66Cazaquistão0.714
67Azerbaijão0.713
68Bósnia-Herzegóvina0.710
69Ucrânia0.710
70Irã0.702
71Macedônia0.701
72Maurício0.701
73Brasil0.699
74Geórgia0.698
75Venezuela0.696
76Armênia0.695
77Equador0.695
78Belize0.694
79Colômbia0.689
80Jamaica0.688
81Tunísia0.683
82Jordânia0.681
83Turquia0.679
84Argélia0.677
85Tonga0.677
Desenvolvimento humano médio
86Fiji0.669
87Turcomenistão0.669
88República Domenicana0.663
89China0.663
90El Salvador0.659
91Sri Lanka0.658
92Tailândia0.654
93Gabão0.648
94Suriname0.646
95Bolívia0.643
96Paraguai0.640
97Filipinas0.638
98Botsuana0.633
99Moldova0.623
100Mongólia0.622
101Egito0.620
102Uzbequistão0.617
103Micronésia0.614
104Guiana0.611
105Namíbia0.606
106Honduras0.604
107Maldivas0.602
108Indonésia0.600
109Quirguistão0.598
110África do Sul0.597
111Síria0.589
112Tadjiquistão0.580
113Vietnã0.572
114Marrocos0.567
115Nicarágua0.565
116Guatemala0.560
117Guiné Equatorial0.538
118Cabo Verde0.534
119Índia0.519
120Timor-Leste0.502
121Suazilândia0.498
122Laos0.497
123Ilhas Salomão0.494
124Camboja0.494
125Paquistão0.490
126Congo0.489
127São Tomé e Príncipe0.488
Desenvolvimento humano baixo
128Quênia0.470
129Bangladesh0.469
130Gana0.467
131Camarões0.460
132Mianmar0.451
133Iêmen0.439
134Benin0.435
135Madagáscar0.435
136Mauritânia0.433
137Papua-Nova Guiné0.431
138Nepal0.428
139Togo0.428
140Ilhas Comores0.428
141Lesoto0.427
142Nigéria0.423
143Uganda0.422
144Senegal0.411
145Haiti0.404
146Angola0.403
147Djibuti0.402
148Tanzânia0.398
149Costa do Marfim0.397
150Zâmbia0.395
151Gâmbia0.390
152Ruanda0.385
153Maláui0.385
154Sudão0.379
155Afeganistão0.349
156Guiné0.340
157Etiópia0.328
158Serra Leoa0.317
159República Centro-Africana0.315
160Mali0.309
161Burkina Fasso0.305
162Libéria0.300
163Chade0.295
164Guiné-Bissau0.289
165Moçambique0.284
166Burundi0.282
167Níger0.261
168República Democrática do Congo0.239
169Zimbábue0.140




Desenvolvidos

OCDE0.879

Não-OCDE0.844

Em desenvolvimento

Estados Árabes0.588

Leste asiático e Pacífico0.643

Europa e Ásia Central0.702

América Latina e Caribe0.704

Sul da Ásia0.516

África Subsaariana0.389




Desenvolvimento humano muito alto0.878

Desenvolvimento humano alto0.717

Desenvolvimento humano médio0.592

Desenvolvimento humano baixo0.393




Países menos desenvolvidos0.386




Mundo0.624



segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Enem 2010: é preciso saber conteúdos, além de interpretar e compreender fenômenos

Menos conteúdo, mais compreensão. A tônica das questões do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) é diferente dos vestibulares que focam em conteúdos. Para todas as áreas de conhecimento abordadas, a prova busca avaliar o domínio de linguagens, compreensão de fenômenos, resolução de situações-problema, construção de argumentos e elaboração de propostas.
"O Enem avalia as competências que o aluno adquiriu durante sua vida escolar, não depende de ter gigantesco conhecimento das matérias", explica Vera Lúcia da Costa Antunes, coordenadora do Curso e Colégio Objetivo
Ela orienta os estudantes a não ter preocupação, ao se depararem com uma parte de uma matéria que não sabem, pois o maior cuidado é compreender a pergunta. "Muitas questões trazem a resposta no próprio enunciado", afirma o coordenador de vestibular do Anglo, Alberto Francisco do Nascimento.
O foco em interpretação de texto e compreensão de fenômenos não se dão sobre conteúdos aleatórios e não isentam os alunos do conhecimento das disciplinas. “Apesar da sistemática diferente de elaborar questões, tem que saber física, química, biologia, matemática, língua portuguesa, todas as matérias”, diz Nascimento, do Anglo.
A contextualização é outra marca do Enem. Assuntos do cotidiano estão presentes nas questões, o que acaba tornando muitas delas interdisciplinares.
Tendo em vista este perfil da prova, confira os conteúdos e características mais prováveis das principais disciplinas das provas do Enem. Os tópicos foram citados pelo coordenador geral do Curso e Colégio Etapa, Edmilson Motta, e pelos professores Daniel Teodoro e Simone Goh, do cursinho Universitário.
Provas do primeiro dia:
Química: a chamada “química do sistema produtivo”, que está relacionada a energia, combustíveis, água, aquecimento global, lixo. Foco na parte conceitual em detrimento de cálculos.
Física: o grande tema é energia, com subtemas como conservação e utilização de energia, por ser um assunto muito discutido na mídia e nas Ciências. Parte conceitual e com muitas contas.
Biologia: ecologia, evolução e parasitose.
História: prova baseada em interpretação de texto e história contemporânea. No ano passado, das 28 questões, 21 tinham esse perfil.
Geografia: é a matéria interdisciplinar por excelência, aparece associada a conteúdos de outras áreas. Quando está mais focada, abrange geografia física e do Brasil, além de cartografia, por estar relacionada à interpretação de mapas. Geografia do mundo é rara no Enem.
 
Provas do segundo dia:
Português: literatura e gramática sempre por meio de textos, forte exigência de leitura. As obras literárias são mencionadas com propósito de engajamento social, de modo que são abordadas as grandes correntes como modernismo, romantismo e realismo. A gramática aparece relacionada à leitura dos diferentes gêneros, desde os clássicos até os contemporâneos, como um fragmento de bate-papo pela internet. O objetivo é extrair entendimento da língua que o estudante pratica.
Inglês ou espanhol: a prova deve ser baseada em texto, com foco em vocabulário e não em gramática.
*Atenção: como esta é a primeira vez que o Enem inclui língua estrangeira, o formato da avaliação ainda é surpresa.
Artes: história da arte, correntes artísticas, dentro do contexto da interpretação de textos. Possibilidade de diferentes códigos para compreensão, como charge, quadrinhos, pintura, peças de publicidade.
Matemática: geometria básica – áreas de figuras planas e suas relações, volume de figuras espaciais e suas relações, porcentagem, análise combinatória, probabilidade, estatística (básica), interpretação de tabelas, razão e proporção. São temas adequados à contextualização, que é a característica do Enem.
Redação: Temas de cunho social predominam. Assuntos existencialistas não são típicos do Enem, mas nada impede que sejam propostos. É apresentada uma questão para a qual o candidato deve apresentar uma solução. Não precisa ser uma resposta fechada, desde que mantenha coerência.
* Uma dica é procurar se informar, com antecedência, do peso que a redação tem nos vestibulares em que o aluno está inscrito. Para alguns processos seletivos, a redação do Enem não conta. Portanto, se este for seu caso, tente se programar para dedicar menos tempo e esforços na redação. Mas não deixe de fazê-la da melhor forma que puder!

Fonte: UOL Educação Disponível em http://educacao.uol.com.br/ultnot/2010/10/29/os-conteudos-do-enem.jhtm Acesso em 01/11/2010

domingo, 31 de outubro de 2010

mapa do horário brasileiro

Fique ligado nas horas no país com o horário de verão.


retirado de G1 Disponível em http://g1.globo.com/brasil/noticia/2010/10/resultado-parcial-de-referendo-indica-que-acre-prefere-horario-antigo.html Acesso em 31/10/2010

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Biomas Brasileiros

Um infográfico muito legal sobre os Biomas Brasileiros.

http://www.forumbiodiversidade.com.br/biomas.php

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

 Coletânea questões de geografia
View more presentations from Maria Olandina Machado.

Questões de Cartografia, Clima e Geologia.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Indonésia: terremoto, tsunami e vulcão

Ontem, 25 de outubro, ocorreu um terremoto de magnitude 7,7 que afetou a costa oeste da Indonésia. Este terremoto provocou ondas gigantes, os tsunamis, em várias ilhas e provocando diversas mortes. Hoje os jornais anunciam que o Monte Merapi, localizado na Ilha de Java, entrou em atividade e há riscos de erupção.

Esses eventos possuem alguma relação? Sim!

A Indonésia fica localizada na região chamada "Círculo de fogo do Pacífico", onde estão concentrados o maior número de vulcões e atividades sísmicas.
                                           Fonte: Wikipedia

A Indonésia fica localizada numa região de convergência de várias placas tectônicas: Placa Indoaustraliana, 
Placa Euroasiática, Placa Filipina e Placa do Pacífico.


Veja no link um infográfico e entenda como ocorrem os terremotos.
http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,MUL89397-5603,00.html

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Seca pode bater recorde na Amazônia

A seca de 2010 ainda não terminou na Amazônia e pode ultrapassar a de 2005 como a mais grave da região nas últimas quatro décadas.
O nível do rio Solimões atingiu sua maior baixa histórica no oeste do Amazonas. Em Manaus, o Negro se aproxima do nível de 1963, o mais baixo em um século.
Mesmo que a previsão não se confirme, a floresta já terá registrado três estiagens extremas em 12 anos, duas delas nos últimos cinco anos: 1998, 2005 e 2010.
E isso se ninguém incluir na estatística a seca de 2007, que só atingiu o sudeste amazônico e deixou 10 mil quilômetros quadrados de floresta calcinados na região.
Cientistas do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) estão coletando dados de chuva e vazão de rios para tentar descrever o fenômeno deste ano. O que eles sabem, por enquanto, é que esta é uma estiagem diferente de tudo o que já se viu.
"Esta seca não foi anunciada", diz José Marengo, climatologista do Inpe.
Segundo ele, nos eventos extremos de 1998 e 2005, a região começou a secar já no fim dos anos anteriores. "Neste ano, tivemos reduções muito pronunciadas em maio, 40% menos de chuva. Na de 2005, chegou a 50% de redução já no início do verão", afirma ele.
Em comum, ambas as secas têm o fato de não terem sido causadas por El Niños, como foi o caso de 1998. Naquele ano, apesar de a redução de precipitação ter batido o recorde, os rios amazônicos não sofreram tanto.
"Achava-se que El Niños fortes explicassem as secas, mas não é isso o que está acontecendo agora", diz Marengo. "O El Niño deste ano foi fraco", continua.
Segundo Javier Tomasella, também do Inpe, a vazante anormal do Negro pode ser explicada pela redução do volume dos afluentes da margem sul do Amazonas.
Como o Negro é "represado" pelo Solimões em Manaus, a baixa deste automaticamente faz aquele vazar.
Marengo diz que o aquecimento anormal do Atlântico tropical norte pode explicar parte da seca.
O transporte de umidade para dentro da Amazônia é influenciado por ventos que sopram do oceano. Quando o Atlântico esquenta demais, ele concentra as chuvas sobre a água mais quente e afasta a umidade da região.
Essa também é a explicação provável da seca de 2005, que coincidiu com uma temporada de furacões anormal na região do Caribe.
Alguns estudos detectaram a influência do aquecimento global no fenômeno de 2005. "Mas a incerteza é grande", diz Marengo. Para ele, a chance de influência humana nesses extremos climáticos é "50% a 60%".

Novo clima

Seja como for, o cenário atual parece uma "avant-première" do futuro clima da região amazônica.
"Aquela Amazônia que tinha estações chuvosas tão bem definidas que você podia ajustar seu calendário por elas acabou", afirma o ecólogo Daniel Nepstad, do Ipam (Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia).
Segundo Nepstad, outro fator por trás das secas pode ser a grande quantidade de queimadas na região -a fumaça inibe a chuva, como já comprovaram diversos estudos na última década.
"A meu ver, é uma mistura de agropecuária e gases-estufa, é difícil destrinchar quanto é um ou outro", afirma o pesquisador. "Não sou climatologista, mas o tempo tem mudado nestes meus 25 anos de Amazônia."
(Folha de S. Paulo)

Fonte: Portal Aprendiz. Disponível em http://aprendiz.uol.com.br/content/chekojiswi.mmp Acesso em 22/10/2010

Como o IBGE conta os brasileiros

Renata Costa Sexta-feira, 22 de outubro de 2010 - 10h34

SÃO PAULO - José Sant’Anna Bevilaqua, diretor adjunto de TI do IBGE, explica como a tecnologia está tornando mais rápido o Censo 2010.
Uma mudança de ferramentas fará grande diferença no trabalho dos 190 000 recenseadores que estão nas ruas dos 5 565 municípios brasileiros para coletar informações para o Censo 2010. Neste ano, o papel e a caneta foram abandonados pelos profissionais. Eles chegam aos domicílios de todo o Brasil com smartphones (com a função de telefone bloqueada) para ajudar na tarefa. Outra mudança é o Censo Online, ferramenta para envio de dados dos cidadãos pela web. Por trás da evolução tecnológica está José Sant’Anna Bevilaqua, diretor adjunto de TI do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o IBGE, e coordenador do Censo 2010. Bevilaqua, que atua no IBGE há 30 anos, falou à INFO sobre os avanços tecnológicos e as limitações do seu trabalho.
INFO -  Qual é a vantagem de usar smartphones na coleta de dados?
BEVILAQUA - No mesmo dia que encerrarmos a coleta de informações, 31 de outubro, teremos quase todos os dados contabilizados. Claro que ainda deve levar mais umas três semanas para chegar a última informação — aquela do cara que tem de pegar um barquinho e navegar até alguma cidade para nos mandar os últimos dados. Nos outros censos, levamos de três a quatro meses para publicar os primeiros resultados; e de três a quatro anos para divulgar as análises. Nesta vez, divulgaremos os primeiros números em 27 de novembro. No início de 2012, no máximo, teremos todas as análises. Dados como taxa de fecundidade, emprego, educação e outros estarão prontos para ser divulgados.
INFO - O que acontece com a informação depois que ela é colhida no smartphone?
BEVILAQUA - Há 7 000 postos de coleta espalhados pelo país, com laptops para centralizar as informações. Cada recenseador vai ao menos uma vez por semana ao posto para transmitir os dados. Três mil postos estão conectados à internet. Neles, a transmissão é feita quase automaticamente. Nos outros, a informação é salva num pen drive e transmitida a partir de um local com acesso à internet. Seria melhor se a informação nos fosse enviada diariamente. Mas isso ainda não é possível. No Acre, por exemplo, na época das secas, há rios que ficam completamente secos, o que impede a navegação neles. É preciso ir de bicicleta ou de moto sobre o leito do rio para chegar a uma cidade com conexão à internet.
INFO - Há postos de coleta com internet sem fio?
BEVILAQUA - Sim, em 20% dos postos colocamos modem 2G e 3G. No Pará, contratamos 20 antenas de transmissão por satélite.
INFO - Por que os recenseadores não usam netbooks na coleta de dados?
BEVILAQUA - Fizemos um teste com netbooks no ano passado. Foi um fracasso do ponto de vista da ergonomia. O equipamento tinha mais ou menos 1,1 quilo. O recenseador fica em pé, na rua, com aquilo no braço durante o dia inteiro. No final, o netbook pesava uma tonelada. Além disso, a luz solar atrapalhava a visibilidade da tela na rua.
INFO - Como fica a questão da segurança dos dados?
BEVILAQUA - Por lei, somos obrigados a preservar o sigilo da informação do cidadão. Quando as respostas à entrevista são colocadas no smartphone, elas são cifradas automaticamente. Nos laptops dos postos de coleta, os dados continuam criptografados. A transmissão pela internet exige que o funcionário faça login e digite uma senha. E as informações se mantêm codificadas. Só no nosso centro de informações os arquivos são abertos para o processamento.
INFO - Qual é a infraestrutura do IBGE para processar os dados?
BEVILAQUA - Temos servidores de diversos portes — desde mainframes z10, da IBM, até servidores de alta velocidade. Nosso data center central fica no Rio de Janeiro. Regionalmente, temos pequenos centros de processamento nos estados do Rio Grande do Sul, São Paulo, Minas Gerais e Bahia, para tratamento intermediário de dados.
INFO - As pessoas podem responder ao questionário do Censo na web?
BEVILAQUA - Ao receber o recenseador, a pessoa pode optar pelo preenchimento na internet. Nesse caso, ela recebe um código, uma senha e o link para acesso ao questionário online. O sistema está preparado para aceitar até 10 000 pessoas simultaneamente.
INFO - Como serão os censos no futuro?
BEVILAQUA - Nos próximos anos, teremos métodos estatísticos mais inteligentes. Com a informação de apenas algumas pessoas de um bairro, por exemplo, conseguiremos mapear toda a região. Ou seja, teremos investigação por amostra, graças ao avanço nos cálculos estatísticos.

Fonte: Info Abril. Disponível em http://info.abril.com.br/noticias/corporate/como-o-ibge-conta-os-brasileiros-22102010-10.shl Acesso 22/10/2010

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Seca ameaça o mundo


Falta de água atingirá grandes populações

Algumas das áreas mais populosas do mundo, como o sul da Europa, o norte da África e grande parte da América Latina, poderão enfrentar secas severas e sem precendentes até 2100, de acordo com um estudo publicado ontem.
O agravamento das secas vêm há tempos sendo previsto como consequência da mudanca do clima, mas um  novo estudo do Centro Nacional de Pesquisa Atmosférica, dos EUA, projeta sérios impactos já para a década de 2030. E, no final do século, as secas deverão ser mais intensas que em qualquer momento da história registrada.
Os cientistas usaram uma medida chamada Índice Palmer de Severidade de Secas, ou PSDI. Um ponto positivo é úmido, e um ponto positivo é seco. Como exemplo, a pior seca da história recente, na região do Sahel, na África ocidental, nos anos 1970, teve um PDSI de -3 ou -4.
Em contraste, as indicações são de que algumas áreas densamente populadas podem experimentar índices de -15 a -20 até o final do século. "O PSDI histórico dos últimos 60 anos mostra uma tendência de seca no sul da Europa, mas nada como estes valores que enxergamos à frente", diz o autor do estudo, Aiguo Dai.
Entre as áreas que poderão enfrentar a seca extrema estão três terços do oeste dos Estados Unidos; grande parte da América Latina, especialmente México e Brasil; regiões do Mediterrâneo; grande parte do sudoeste da Ásia; sudeste da Ásia, incluindo China e países vizinhos, e a maior parte da África e Austrália, informa a Reuters.

Foto: Creative Commons

Fonte: Planeta Sustentável. Disponível em http://planetasustentavel.abril.com.br/blog/planetaurgente/seca-ameaca-mundo-270938_post.shtml. Acesso em 20/10/2010.

Aquecimento Global: temperatura bate recorde histórico em 2010

O Centro Nacional de Dados Climáticos dos Estados Unidos, NCDC, publicou ontem um novo relatório sobre o aquecimento do planeta. De acordo com o órgão, o período entre janeiro e setembro de 2010 se igualou ao ano de 1998 e registrou a sequência mais quente já registrada na história para os primeiros nove meses do ano.

anomalia de temperatura global até 2010
O relatório divulgado mostra que nos primeiros nove meses deste ano a temperatura média da Terra ficou 0.67º C acima da normal registrada nos últimos 131 anos. É o valor mais elevado já registrado no hemisfério norte e o segundo mais quente no hemisfério sul. Até hoje, a sequência anual mais quente foi observada em 2005.

Rank de temperatura mes de setembro
Os valores de temperaturas continentais e oceânicas combinados mostram que setembro de 2010 ficou 0.5º C acima da média de todos os meses de setembro do século 20, empatado com o mesmo mês do ano de 1998. O recorde de setembro foi estabelecido em 2005, quando a anomalia global combinada (oceano e áreas continentais) ficou 1.19º C acima da média.

Artes: No topo, gráfico mostra a anomalia térmica desde o ano de 1880 até o presente. Na sequência, recordes de temperatura para o mês de setembro. Créditos: NCDC/Apolo11.com

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Pampa perde 54% de sua área original

Por ser o mais recente bioma do Brasil, o Pampa ainda é pouco valorizado e já perdeu mais da metade de sua área original e diversas espécies típicas da fauna e flora gaúcha, por conta de atividades agropecuárias insustentáveis. 

Mônica Nunes/Débora Spitzcovsky
Apenas no ano de 2004, o Pampa – que, no Brasil, é restrito ao Estado do Rio Grande do Sul – foi reconhecido oficialmente como bioma pelo IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística e, também, pelo MMA – Ministério do Meio Ambiente. No entanto, apesar de ser um bioma recente, o Pampa já sofre com o problema da devastação ambiental e perdeu 54% de sua área original.
A destruição intensa da biodiversidade da região tem, apenas, um culpado: o desmatamento, que é praticado no bioma para possibilitar a realização de atividades agropecuárias insustentáveis. Entre as mais comuns estão a produção de papel e arroz e a pecuária intensiva, que acontecem, principalmente, na cidade de Alegrete, segundo levantamento feio pelo Ibama.
O alto índice de devastação estaria relacionado ao recente reconhecimento do Pampa como bioma. De acordo com o MMA, isso faz com que as pessoas não o valorizem como deveriam e, ainda, pensem que, por ser um bioma novo, ainda há muito para devastar sem grandes consequências.

PERDA DE BIODIVERSIDADE É PREOCUPANTE
O ritmo de devastação do Pampa ainda é o menor entre os biomas brasileiros. A região perde, em média, 364 km² anualmente, enquanto a Amazônia, por exemplo, perde 18 mil km² no mesmo período. Ainda assim, o MMA considera a perda da biodiversidade na região preocupante e digna de atenção, já que o Pampa possui uma grande quantidade de espécies da fauna e flora que são exclusivas do bioma.
No total, são quase 4 mil espécies típicas da região gaúcha, sobretudo vegetais – sem contar a biodiversidade que ainda é desconhecida pelos pesquisadores. Recentemente, por exemplo, foram descobertos novos tipos de peixes e crustáceos nos corpos d’água da região dos campos do Rio Grande do Sul.
A conservação de toda essa biodiversidade do Pampa traria, além dos já conhecidos benefícios da conservação da fauna e flora, uma outra vantagem: a garantia da manutenção das áreas de recarga do aquífero Guarani, que é um reservatório de água importantíssimo para os países do Mercosul (para saber mais, leia a reportagem Aquífero Guarani e a água do Mercosul).
Apesar disso, a proteção da biodiversidade do bioma ainda não é prioridade no Pampa. Segundo dados do governo do Rio Grande do Sul, apenas 3,6% das áreas do bioma consideradas prioritárias estão sob algum tipo de proteção. Para amenizar a situação, o MMA e o ICMBio – Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade realizaram alguns estudos técnicos e se comprometeram a criar três novas unidades de conservação na região. Além disso, o governo ainda quer incentivar outras iniciativas que considera importantes para a preservação do bioma, como o turismo ecológico e a pecuária extensiva, que é típica da cultura gaúcha e contribui para a manutenção e conservação da vegetação local.

O bioma Pampa, que ocupa a maior parte do Rio Grande do Sul, já perdeu quase 54% da vegetação original. Os dados mais recentes do desmatamento do bioma, divulgados hoje (22) pelo Ministério do Meio Ambiente, mostram que, entre 2002 e 2008, 2.183 quilômetros quadrados (km²) de cobertura nativa foram derrubados.
O levantamento, feito pelo Centro de Monitoramento Ambiental do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama)*, aponta os 19 municípios gaúchos que mais desmataram o bioma no período. Alegrete, no extremo oeste do estado, é o campeão de derrubada, com 176 km² de desmate entre 2002 e 2008. As cidades de Dom Pedrito e Encruzilhada do Sul aparecem em seguida, com 120 km² e 87 km² desmatados em seis anos.
Apesar do grande percentual desmatado, o ritmo de devastação do Pampa é o menor entre os biomas brasileiros. De acordo com os dados do MMA, a região perdeu anualmente, em média, 364 km² de vegetação nos últimos seis anos. No Cerrado, o ritmo anual de devastação é de 14 mil km² por ano e, na Amazônia, a derrubada atinge 18 mil km² de floresta anualmente.

Veja a lista dos municípios que mais desmataram o bioma Pampa entre 2002 e 2008:

Município               Área desmatada entre 2002 e 2008 (km2)
Alegrete                                                   176,23
Dom Pedrito                                            120,45
Encruzilhada do Sul                                    87,27
Rosário do Sul                                           86,6
Santana do Livramento                              84,77
Uruguaiana                                                82,91
São Gabriel                                               81,29
Bagé                                                         66,69
Piratini                                                       63,73
São Borja                                                 60,68
Itaqui                                                        53,04
Jaguarão                                                   48,56
São Francisco de Assis                             43,23
Cachoeira do Sul                                      42,68
Santiago                                                   40,99
Cacequi                                                   39,59
Santa Maria                                             36,19
Maçambara                                             35,88
Tupanciretã                                             34,84

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