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quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Cerrado e áreas privadas são focos de incêndio

Thays Prado - 01/09/2010 - Planeta Sustentável

Mais de 67% dos incêndios florestais no Brasil ocorrem em áreas privadas e estão concentrados no bioma do Cerrado. Ali, o fogo ainda é utilizado por índios e fazendeiros como instrumento de manejo, mas as queimadas acabam saindo do controle. O restante dos focos de incêndio se divide entre áreas indígenas (13%), assentamentos de terra (8%) e unidades de conservação (7%).
Segundo o Ibama e o Instituto Chico Mendes, o governo já gastou mais de R$30 milhões em operações de prevenção e combate às queimadas nas 109 áreas críticas do país. E mais R$20 milhões serão liberados para dar continuidade às ações que vão até meados de setembro, quando se espera que comece a chover. Boa parte dos recursos acaba sendo destinada a apagar focos de incêndios em propriedades privadas que ficam ao lado de parques e reservas ambientais.
Os dados foram divulgados nesta terça-feira pela ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira. Segundo ela, 2010 não foi o pior ano em quantidade de queimadas: enquanto, este ano, foram registrados 12,5 mil focos, em 2007, os registros chegaram a quase 38 mil.

Fonte: Planeta Sustentável. Disponível em: http://planetasustentavel.abril.com.br/noticias/cerrado-areas-privadas-sao-focos-incendio-queimadas-mma-593072.shtml. Acesso em 01/09/10

Desmatamento e queimadas lideram emissões de gases-estufa

De 1990 a 1994, o total líquido da emissão de gases do efeito estufa no Brasil aumentou em 8,8% (de 1,35 para 1,48 bilhão de toneladas de CO2 eq1), enquanto que, de 2000 a 2005, o incremento foi de 7,3% (de 2,05 para 2,20 bilhões de toneladas), mostrando uma desaceleração. Considerando todo o período analisado (1990 a 2005) o crescimento das emissões foi de quase 40%.
As atividades relacionadas a mudanças no uso das terras e florestas – que incluem os desmatamentos na Amazônia e as queimadas no cerrado - contribuíram com 57,9% do total das emissões líquidas (emissões brutas menos remoções) de gases de efeito estufa produzidos pelas atividades humanas em 2005.É importante frisar que o ano de 2005 foi um dos mais críticos em termos de desflorestamento na Amazônia e queimadas no Brasil. A agricultura apareceu em segundo lugar, com 480 milhões de toneladas de CO2 eq (21%), por causa das contribuições do uso de fertilizantes nitrogenados e de calcário, perdas de matéria orgânica do solo e da emissão de metano em cultivos de arroz inundado. Os dados são do Ministério da Ciência e Tecnologia.
A produção de energia, que nos países mais desenvolvidos está em primeiro lugar na emissão de gases-estufa, ficou em terceiro lugar no Brasil, em 2005, contribuindo com 16% do total (362 milhões de toneladas de CO2 eq). Isso se deve principalmente à natureza da matriz energética nacional, que tem forte participação de fontes renováveis de energia, com predomínio de hidrelétricas e de biomassa (lenha e biocombustíveis).

1 O cálculo da emissão total usa como base a equivalência com o dióxido de carbono (CO2 eq), porque, apesar de outros gases apresentarem potencial de elevação de temperatura atmosférica muito maior do que o CO2, a predominância do dióxido de carbono na atmosfera faz com que ele sirva como base de comparação.

Focos de queimadas e incêndios florestais caem 63% entre 2007 e 2009

Entre 2007 e 2009, o número de focos de calor, que indicam queimadas e incêndios florestais, caiu de 188.656 para 69.702, uma redução de 63%. Nas unidades de conservação, parques e terras indígenas, a redução foi de 21.538 para 6.783, 68,5% menos, segundo informações do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais).
Entre os estados, o Acre teve a maior redução nos focos de calor entre 2007 e 2009 (-93%, de 702 para 49), seguido por Roraima (-85,4%) e Rondônia (-84,2%). Os estados onde mais aumentaram os focos de calor no mesmo período foram Sergipe (121,3%, de 94 para 208), Paraíba (56,6%) e Alagoas (41%). Estima-se que as queimadas sejam responsáveis por grande parte das emissões brasileiras de CO2.

Fonte: IBGE. Disponível em http://www.ibge.gov.br/home/presidencia/noticias/noticia_visualiza.php?id_noticia=1703&id_pagina=1. Acesso em 01/09/2010

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