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quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Resumo do Censo 2010 -

Mais da metade dos emigrantes brasileiros são mulheres

Segundo os resultados do Censo Demográfico, os emigrantes brasileiros residiam em 193 países do mundo, sendo a maioria mulheres (53,8%). O principal destino dos emigrantes foi os Estados Unidos, especialmente daqueles oriundos de Minas Gerais. São Paulo era a principal origem dos emigrantes (aproximadamente 106 mil pessoas ou 21,6%). É a primeira vez que o IBGE investiga essa informação, que permite detectar a origem, o destino e o perfil etário e por sexo dos emigrantes.
O Censo 2010 detectou, ainda, que, embora muitos indicadores tenham melhorado em dez anos, as maiores desigualdades permanecem entre as áreas urbanas e rurais. O rendimento médio mensal das pessoas de 10 anos ou mais de idade, com rendimento1, ficou em R$ 1.202. Na área rural, o valor representou menos da metade (R$ 596) daquele da zona urbana (R$ 1.294). O rendimento das mulheres (R$ 983) alcançou cerca de 71% do valor dos homens (R$ 1.392), percentual que variou entre as regiões.
A taxa de analfabetismo, que foi de 9,6% para as pessoas de 15 anos ou mais de idade, caiu em relação a 2000 (13,6%). A maior redução ocorreu na faixa de 10 a 14 anos, mas ainda havia, em 2010, 671 mil crianças desse grupo não alfabetizadas (3,9% contra 7,3% em 2000). Entre as pessoas de 10 anos ou mais de idade sem rendimento ou com rendimento mensal domiciliar per capita de até ¼ do salário mínimo, a taxa de analfabetismo atingiu 17,5%, ao passo que na classe que vivia com 5 ou mais salários mínimos foi de apenas 0,3%.
Apesar de a infraestrutura de saneamento básico ter apresentado melhorias entre 2000 e 2010, mesmo nas regiões menos desenvolvidas, estas não foram suficientes para diminuir as desigualdades regionais no acesso às condições adequadas. A região Sudeste se destacou na cobertura dos três serviços (abastecimento de água, esgotamento sanitário e coleta de lixo), ao passo que o Norte e o Nordeste, apesar dos avanços, estão distantes dos patamares da primeira. Um exemplo é o abastecimento de água por rede geral, que atingiu 90,3% dos domicílios do Sudeste, bem acima dos 54,5% na região Norte.O Censo 2010 detectou também mudanças na composição por cor ou raça declarada. Dos 191 milhões de brasileiros em 2010, 91 milhões se classificaram como brancos, 15 milhões como pretos, 82 milhões como pardos, 2 milhões como amarelos e 817 mil indígenas. Registrou-se uma redução da proporção brancos, de 53,7% em 2000 para 47,7% em 2010, e um crescimento de pretos pardos e amarelos. Foi a primeira vez que um Censo Demográfico registrou uma população branca inferior a 50%.
Ao investigar a possibilidade de haver mais de uma pessoa considerada responsável pelo domicílio, observou-se que cerca de 1/3 deles tinha mais de um responsável. Nos demais, o homem foi apontado como único responsável em 61,3% das unidades domésticas. A mulher mostrou-se mais representativa como cônjuge ou companheira (29,7%), enquanto apenas 9,2% dos homens aparecem nessa condição.
Além destes, os resultados do Universo do Censo Demográfico 2010 apresentam dados sobre crescimento e composição da população, unidades domésticas, óbitos, registro de nascimento, entre outros. As informações, coletadas em todos os 57.324.167 domicílios, estão disponíveis para todos os níveis territoriais, inclusive os bairros de todos os municípios do país. A exceção fica por conta das informações sobre rendimento que, por serem ainda preliminares, não estão sendo divulgadas para níveis geográficos mais desagregados.A publicação completa pode ser acessada pelo link http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/populacao/censo2010/caracteristicas_da_populacao/default_caracteristicas_da_populacao.shtm.
Brasileiros residem em 193 países estrangeiros
O número estimado de brasileiros residentes no exterior chegou a 491.645 mil em 193 países do mundo em 2010, sendo 264.743 mulheres (53,8%) e 226.743 homens (46,1%); 60% dos emigrantes tinham entre 20 e 34 anos de idade em 2010. Este resultado não inclui os domicílios em que todas as pessoas podem ter emigrado e aqueles em que os familiares residentes no Brasil podem ter falecido. O principal destino era os Estados Unidos (23,8%), seguido de Portugal (13,4%), Espanha (9,4%), Japão (7,4%), Itália (7,0%) e Inglaterra (6,2%), que, juntos, receberam 70,0% dos emigrantes brasileiros. A origem de 49% deles é a região Sudeste, especialmente São Paulo (21,6%) e Minas Gerais (16,8%), respectivamente primeiro e segundo estados do país de onde saíram mais pessoas (106.099 e 82.749, respectivamente).
Os EUA foram o principal destino da população oriunda de todos os estados, especialmente de Minas Gerais (43,2%), Rio de Janeiro (30,6%), Goiás (22,6%), São Paulo (20,1%) e Paraná (16,6%). O Japão é o segundo país que mais recebe os emigrantes de São Paulo e Paraná, respectivamente 20,1% e 15,3%. Portugal surge como segunda opção da emigração originada no Rio de Janeiro (9,1%) e em Minas Gerais (20,9%). As pessoas que partiram de Goiás elegeram a Espanha como o segundo lugar preferencial de destino, o que representou 19,9% da emigração. Esse país aparece como segunda ou terceira opção de uma série de outras unidades da federação, o que permite inferir que a proximidade do idioma estaria entre as motivações da escolha.
Goiás foi o estado de origem da maior proporção de emigrantes (5,92 pessoas para cada mil habitantes), seguido de Rondônia (4,98 por mil), Espírito Santo (4,71 por mil) e Paraná (4,39 por mil). Sobrália, São Geraldo da Piedade e Fernandes Tourinho, todas em Minas Gerais, foram as cidades brasileiras com maiores proporções de emigrantes (88,85 emigrantes por mil habitantes; 67,67 por mil; e 64,69 por mil, respectivamente). Entre as capitais, Rio Branco (AC) destaca-se com uma proporção de 12,82 emigrantes por mil habitantes, estando em 42º lugar no ranking nacional. Em seguida, Macapá (AP), com 4,30 por mil (37ª posição), Boa Vista, com 3,42 por mil (38ª posição), e Brasília, com 2,89 por mil (41ª posição).
Censo contabiliza 133,4 mortes de homens para cada 100 óbitos de mulheres
Em 2010, o Censo também introduziu a investigação sobre a ocorrência de óbitos de pessoas que haviam residido como moradores do domicílio. Entre agosto de 2009 e julho de 2010 foram contabilizados 1.034.418 óbitos, sendo 591.252 homens (57,2%) e 443.166 mulheres (42,8%). O maior número de óbitos masculinos resultou numa razão de sexo de 133,4 mortes de homens para cada grupo de 100 óbitos do sexo feminino.
A maior sobremortalidade masculina foi em Rondônia, 165,7 óbitos de homens para 100 mortes de mulheres, fruto de dois fatores: uma maior participação masculina na população total (razão de sexo para a população total de 103,4 homens para cada grupo de 100 mulheres, a segunda mais elevada do país) e uma maior mortalidade da população masculina em relação à feminina. Já a menor razão de óbitos pertenceu ao Rio de Janeiro, 116,7 falecimentos masculinos para cada grupo de 100 femininos. Esse fato pode ser explicado por ser o estado com a menor participação de homens na população total, 47,7%.
A sobremortalidade masculina ocorre em quase todos os grupos de idade, principalmente entre 20 a 24 anos de idade, 420 óbitos de homens para cada 100 de mulheres. Neste grupo, 80,8% do total de óbitos (32.008) pertenceram à população masculina. A partir desta faixa etária, este indicador começa a declinar até atingir no grupo de 100 anos ou mais, o valor mais baixo, 43,3 óbitos de homens para cada 100 óbitos de mulheres. Aos 81 anos o número de óbitos da população feminina já começa a superar o da masculina, em função de um maior contingente de mulheres.
Valores elevados também foram encontrados nos grupos de 15 a 19 anos (350 homens para cada 100 mulheres) e de 25 a 29 anos (348 homens para cada 100 mulheres). Isso se deve ao alto número de óbitos por causas externas ou violentas, como homicídios e acidentes de trânsito, que atingem mais a população masculina.
Na faixa de 20 a 24 anos, o menor valor pertence ao Amapá, 260 óbitos masculinos para cada grupo de 100 mortes da população feminina. No outro extremo, Alagoas apresenta a relação de 798 óbitos de homens para cada 100 mulheres mortas. Com exceção de Maranhão (397,7 homens para cada 100 mulheres) e Piauí (391,7 homens para cada 100 mulheres), todos os demais estados da região Nordeste estavam acima da média nacional (419,6 homens para cada 100 mulheres). Na região Centro-Oeste, somente Goiás (421,7 homens para cada 100 mulheres) se encontrava acima dessa média. Na Sudeste, os estados do Rio de Janeiro (476,7 homens para cada 100 mulheres) e Espírito Santo (466,9 homens para cada 100 mulheres) apresentaram razões acima da encontrada para o Brasil.
3,4% dos óbitos são de crianças menores de um ano e 43,9% são de idosos
No Brasil, 3,4% dos óbitos ocorreram antes do primeiro ano de vida. Esse valor, segundo as Estatísticas do Registro Civil de 1980, era de 23,3%, um declínio de 85,4% em 30 anos. A menor participação foi encontrada no Rio Grande do Sul (2,1%), seguido do Rio de Janeiro (2,3%), Minas Gerais (2,7%), São Paulo (2,7%) e Santa Catarina (2,8%). No outro extremo, Amazonas (8,5%), Amapá (7,9%), Maranhão (7,1%) e Acre (7,0%). Todos os estados das regiões Sudeste e Sul estão abaixo da média nacional, além de Paraíba (3,2%), Rio Grande do Norte (3,3%), Pernambuco (3,3%) e Goiás (3,4%).
O grupo de 70 anos ou mais de idade, que representava 2,3% da população em 1980, passou em 2010 para 4,8% do total. A consequência desse processo de envelhecimento populacional é o aumento da participação dos óbitos desse grupo no total de mortes. Para o Brasil, a participação dos óbitos da população de 70 anos ou mais de idade foi de 43,9%. Roraima possui a mais baixa participação, 30,4%, seguido do Amapá (31,9%) e Pará (34,3%). As maiores participações foram encontradas no Rio Grande do Norte (50,2%), Paraíba (48,8%) e Rio Grande do Sul (48,4%).
Participação nos óbitos na faixa de 1 a 4 anos é 118,9% maior na área rural
Os padrões de mortalidade das áreas urbana e rural são próximos. As maiores diferenças são observadas até os 15 anos. Enquanto na área urbana o grupo de menores de 1 ano concentra 3,1% do total de óbitos, na área rural este percentual é de 5,4%. A maior diferença foi encontrada no grupo de 1 a 4 anos, onde o percentual da área rural (1,6%) foi mais que o dobro do da área urbana (0,7%). Em contraste com a área urbana, a participação dos óbitos de menores de 1 ano em relação à população total, na área rural, assume valores bem significativos no Amazonas (16,0%), Amapá (15,0%), Acre (12,6%), Pará (11,1%) e Maranhão (10,2), os únicos que apresentaram percentuais acima de 10%.
Idade média é de 31,3 anos para homens e 32,9 para mulheres
Em 2010, a idade média da população foi de 32,1 anos, sendo 31,3 anos para os homens e 32,9 para as mulheres. A maior diferença foi no Rio de Janeiro, 2,5 anos em favor das mulheres. As idades médias mais altas estavam nas regiões Sul (33,7 anos) e Sudeste (33,6), seguidas do Centro-Oeste (31,0), Nordeste (30,7) e Norte (27,5). Sete estados possuíam idade média acima da nacional: Rio Grande do Sul (34,9 anos), Rio de Janeiro (34,5), São Paulo (33,6), Minas Gerais (33,3), Santa Catarina (33,0), Paraná (32,9) e Espírito Santo (32,4). A menor encontrava-se no Amapá, 25,9 anos.
A idade média da população urbana era de 27,1 anos em 1991, atingindo 32,3 anos em 2010, um acréscimo de 5,2 anos. Na área rural, este valor, que era de 24,8 anos em 1991, alcançou 30,6 anos em 2010. Os diferenciais das idades médias segundo a situação do domicílio diminuíram de 2,3 anos em favor da área urbana para 1,7 ano em 2010. O maior aumento entre 1991 e 2010 se deu na área rural da região Sul: 7,5 anos, onde a idade média passou de 27,4 para 34,9 anos. O Rio Grande do Sul apresentou a maior idade média da população rural, 37,2 anos, o Amazonas teve a menor, 24,0 anos. Goiás apresentou o maior incremento na idade média na área rural entre 1991 e 2010, passando de 25,7 anos para 33,6 anos (7,8 anos).
Diminui pela primeira vez o número de pessoas que se declararam brancas
Dos cerca de 191 milhões de brasileiros em 2010, 91 milhões se classificaram como brancos, 15 milhões como pretos, 82 milhões como pardos, 2 milhões como amarelos e 817 mil indígenas. Registrou-se uma redução da proporção brancos de 53,7% em 2000 para 47,7% em 2010, e um crescimento de pretos (de 6,2% para 7,6%) e pardos (de 38,5% para 43,1%).
Cerca de 30% da população indígena de até 10 anos não tem registro de nascimento
O Censo 2010 mostra que 98,1% das crianças com até 10 anos eram registradas em cartório. Dentre os menores de 1 ano de idade, a cobertura do registro civil de nascimento foi de 93,8%, elevando-se para 97,1% para as pessoas com 1 ano completo e aumentando, consecutivamente, para as demais idades. A pesquisa considerou a existência de registro público feito em cartório, a Declaração de Nascido Vivo (DNV) ou o Registro Administrativo de Nascimento Indígena (RANI).
A região Norte foi a que teve as menores proporções de pessoas com o registro de nascimento por grupo etário. Entre os menores de 1 ano, 82,4% tinham registro civil de nascimento, número inferior ao da região Nordeste (91,2%). Em ambas, o percentual ficou abaixo do observado em todo o país (93,8%). A região Sul teve o melhor resultado, com 98,1%. Nessa faixa etária, as menores proporções foram no Acre (83,1%), Maranhão (83,0%), Pará (80,6%), Roraima (80,2%) e Amazonas (79,0%). No Amazonas (87,9%) e em Roraima (85,5%), mesmo entre as crianças com 1 ano completo, o percentual das que tinham registro civil foi significativamente inferior à média do país (97,1%).
Era menor a proporção de registro civil de nascimento para a população indígena em relação às demais categorias de cor ou raça. Enquanto brancos, pretos, amarelos e pardos tiveram percentuais iguais ou superiores a 98,0%, a proporção entre os indígenas foi de 67,8%. Para os menores de 1 ano, as proporções nas regiões Centro-Oeste (41,5%) e Norte (50,4%) são inferiores aos demais grupos, todos acima de 80%.
Taxa de analfabetismo das pessoas de 15 anos ou mais cai de 13,6% para 9,6% entre 2000 e 2010
A taxa de analfabetismo das pessoas de 15 anos ou mais de idade foi de 9,6% em 2010, uma redução de 4 pontos percentuais em relação a 2000 (13,6%). O indicador diminuiu de 10,2% para 7,3%, na área urbana, e de 29,8% para 23,2%, na rural. Entre os homens, declinou de 13,8% para 9,9%, e de 13,5% para 9,3%, entre as mulheres.
Regionalmente, as maiores quedas em pontos percentuais se deram no Norte (de 16,3% em 2000 para 11,2% em 2010) e Nordeste (de 26,2% para 19,1%), mas também ocorreram reduções nas regiões Sul (de 7,7% para 5,1%), Sudeste (de 8,1% para 5,4%) e Centro-Oeste (de 10,8% para 7,2%). A menor taxa encontrada foi no Distrito Federal (3,5%), e a maior foi de 24,3%, em Alagoas.
No contingente de pessoas de 10 anos ou mais de idade com rendimento mensal domiciliar per capita de até ¼ do salário mínimo, a taxa de analfabetismo atingiu 17,5%. Nas classes de mais de ¼ a ½ e de ½ a 1 salário mínimo domiciliar per capita, a taxa caía de patamar, atingindo 12,2% e 10,0%, respectivamente, mas ainda bastante acima daquela da classe de 1 a 2 salários mínimos (3,5%). Nas faixas seguintes, a taxa de analfabetismo prosseguiu em queda, passando de 1,2%, na classe de 2 a 3 salários mínimos, a 0,3%, na de 5 salários mínimos ou mais.
3,9% das crianças de 10 a 14 anos ainda não estavam alfabetizadas em 2010
Na faixa de 10 a 14 anos, havia, em 2010, 671 mil crianças não alfabetizadas (3,9%). Em 2000, este contingente atingia 1,258 milhão, o que representava 7,3% do total. No período intercensitário, a proporção diminuiu de 9,1% para 5,0%, no segmento masculino, e de 5,3% para 2,7%, no feminino. A proporção baixou de 4,6% para 2,9%, na área urbana, e de 16,6% para 8,4%, na rural.
Na faixa entre 15 e 19 anos, a taxa de analfabetismo atingiu 2,2% em 2010, mostrando uma redução significativa em relação a 2000, quando era de 5%. Por outro lado, no contingente de pessoas de 65 anos ou mais, este indicador ainda é elevado, alcançando 29,4% em 2010.
Distribuição de rendimento permanece desigual
Em 2010, o rendimento médio mensal das pessoas de 10 anos ou mais de idade com rendimento foi R$ 1.202. Na área rural, representou 46,1% (R$ 596) daquele da zona urbana (R$ 1.294). O rendimento médio mensal das mulheres (R$ 983) representou 70,6% dos homens (R$ 1.392), sendo que esse percentual variou de 70,3% na região Sul (R$ 1.045 para as mulheres e R$ 1.486 para os homens) a 75,5% na região Norte (R$ 809 das mulheres contra R$ 1.072 dos homens).
Em termos regionais, Centro-Oeste (R$ 1.422) e Sudeste (R$ 1.396) tiveram os rendimentos mais elevados, vindo em seguida o Sul (R$ 1.282). A região Nordeste teve o menor rendimento (R$ 806), 56,7% do verificado no Centro-Oeste, enquanto o segundo mais baixo foi o da Norte (R$ 957,00), que representou 67,3% do valor do Centro-Oeste.
A parcela dos 10% com os maiores rendimentos ganhava 44,5% do total e a dos 10% com os mais baixos, 1,1%. Já o contingente formado pelos 50% com os menores rendimentos concentrava 17,7% do total.
O Índice de Gini, que mede o grau de concentração dos rendimentos, ficou em 0,526. Ele varia de zero, a igualdade perfeita, a um, o grau máximo de desigualdade. Nas regiões, o mais baixo foi o da Sul (0,481) e o mais alto, da Centro-Oeste (0,544). O Índice de Gini da área urbana (0,521) foi mais elevado que o da rural (0,453).
A distribuição das pessoas de 10 anos ou mais por classes de rendimento mostrou que, na área rural, os percentuais de pessoas nas classes sem rendimento (45,4%) e até um salário mínimo (15,2%) foram maiores que os da urbana (35,6% e 4,8%, respectivamente). Já a parcela que ganhava mais de cinco salários mínimos mensais ficou em 1,0% na área rural e 6,0% na urbana.
Os percentuais da parcela feminina foram maiores que os da masculina nas classes sem rendimento (43,1% e 30,8%), até ½ salário mínimo (8,0% e 4,6%) e até 1 salário mínimo (21,5% e 20,8%).
O percentual de pessoas sem rendimento na população de 10 anos ou mais de idade foi mais elevado nas regiões Norte (45,4%) e Nordeste (42,3%) e mais baixo na Sul (29,9%), ficando próximos os da Sudeste (35,1%) e Centro-Oeste (34,8%). Quanto ao contingente que recebia mais de cinco salários mínimos mensais, os percentuais das regiões Nordeste (2,6%) e Norte (3,1%) ficaram em patamar nitidamente inferior ao das demais. O indicador alcançou 6,1%, na região Sul; 6,7%, na Sudeste; e 7,3%, na Centro-Oeste.
Média de moradores por domicílio diminui conforme a renda aumenta
O rendimento nominal médio mensal dos domicílios particulares permanentes com rendimento foi de R$ 2.222, alcançando R$ 2.407, na área urbana, e R$ 1.051 na rural. Entre as regiões, os mais altos foram os do Centro-Oeste (R$ 2.616) e Sudeste (R$ 2.592), seguidos da Sul (R$ 2.441). Em patamares mais baixos ficaram as regiões Nordeste (R$ 1.452) e Norte (R$ 1.765). O maior distanciamento entre os rendimentos médios domiciliares das áreas urbana e rural foi o da região Nordeste (R$ 2.018 contra R$ 910) e o menor, da Sul (R$ 2.577 contra R$ 1.622).
Entre as unidades da federação, o rendimento médio mensal dos domicílios com rendimento do Distrito Federal foi destacadamente o mais elevado (R$ 4.635), seguido pelo de São Paulo (R$ 2.853). No outro extremo, ficaram Maranhão (R$ 1.274) e Piauí (R$ 1.354).
Do conjunto dos domicílios particulares permanentes com rendimento domiciliar, os 10% com os rendimentos mais altos detiveram 42,8% do total, e os 10% com os menores, 1,3%. Os 50% com os menores rendimentos ficaram com 16,0% do total. O rendimento médio mensal domiciliar dos 10% com os maiores rendimentos foi R$ 9.501 e dos 10% com os menores, R$ 295.
O Índice de Gini da distribuição do rendimento mensal dos domicílios com rendimento domiciliar foi de 0,536. Ele foi mais baixo na região Sul (0,480) e mais alto no Nordeste (0,555). Em todas as regiões, o Índice de Gini da área urbana foi sensivelmente mais alto que o da rural.
A comparação das distribuições dos domicílios por classes de rendimento mensal domiciliar per capita mostrou que a concentração dos domicílios rurais nas classes sem rendimento (7,2%), até 1/8 do salário mínimo (13,1%), até ¼ do salário mínimo (14,5%) e até ½ salário mínimo (24,0%) foi substancialmente maior que a dos urbanos (3,8%, 2,1%, 5,5% e 16,1%, respectivamente). No agregado destas classes, encontravam-se 27,6% dos domicílios urbanos e 58,8% dos rurais. Por outro lado, 11,8% dos domicílios urbanos tinham rendimento domiciliar per capita de mais de três salários mínimos, enquanto que para os rurais esse percentual ficou em 1,7%.
O número médio de moradores em domicílios particulares permanentes ficou em 3,3. Nos domicílios com rendimento, esta média mostrou declínio com o aumento do rendimento domiciliar per capita. Na classe de até 1/8 do salário mínimo, o número médio de moradores foi de 4,9 e na de mais de 10 salários mínimos atingiu 2,1. Este comportamento foi observado em todas as regiões, tanto nas áreas urbanas como nas rurais.
38,7% dos responsáveis pelas unidades domésticas são mulheres
Segundo o Censo 2010, havia no Brasil cerca de 57 milhões de unidades domésticas, com um número médio de 3,3 moradores cada uma. Do total de indivíduos investigados, 30,2% eram responsáveis pela unidade doméstica. Desses, 61,3% eram homens (35 milhões) e 38,7%, mulheres (22 milhões). A maioria dos responsáveis (62,4%) tinha acima de 40 anos de idade.
A distribuição do total de unidades domésticas pelos diferentes tipos de constituição mostra que, em 2010, 65,3% eram formadas por responsável e cônjuge ou companheiro(a) de sexo diferente (37,5 milhões de unidades). O Censo 2010 abriu a possibilidade de registro de cônjuge ou companheiro de mesmo sexo do responsável, o que se verificou em algo em torno de 60.000 unidades domésticas no país, 0,1% do total.
Entre as unidades domésticas compostas por responsável e cônjuge, em 68,3% havia pelo menos um filho do responsável e do cônjuge (44,6% do total de unidades domésticas). Já os tipos constituídos por pelo menos um filho somente do responsável ou ao menos um filho somente do cônjuge (enteado do responsável) corresponderam, respectivamente, a 4,8% e 3,6% do total de unidades domésticas. Na distribuição das pessoas residentes, destaca-se a importância dos netos (4,7%), um contingente mais expressivo que o de outros parentes ou conviventes, revelando a existência de uma convivência inter-geracional no interior das unidades domésticas.
O Censo 2010 também investigou a possibilidade de haver mais de uma pessoa responsável pela unidade doméstica. Em caso afirmativo, foi solicitado que se elegesse uma delas para o preenchimento dos dados de relação de parentesco dos demais membros da unidade doméstica. No Brasil, cerca de 1/3 das unidades domésticas tinha mais de um responsável. Ao se segmentar por sexo, o homem aparece de forma mais recorrente como a pessoa responsável pela unidade doméstica (37,7%). A mulher, por sua vez, é mais representativa como cônjuge ou companheira (29,7%), enquanto apenas 9,2% dos homens aparecem nessa condição.
Domicílios próprios predominam nas áreas urbana e rural
O Censo 2010 mostra um Brasil com predomínio de domicílios particulares permanentes (99,8%) do tipo casa (86,9%) e apartamento (10,7%). Dependendo da localização, há distinções marcantes na sua forma de ocupação. Entre os urbanos, predominam os próprios (72,6%) e os alugados (20,9%). Nas áreas rurais, apesar de a maioria dos domicílios serem próprios (77,6%), há um percentual significativo de cedidos (18,7%).
Rede geral de abastecimento de água avança mais na zona rural
No Brasil, 82,9% dos domicílios eram atendidos por rede geral de abastecimento de água em 2010, um incremento de 5,1 pontos percentuais em relação a 2000. Na área urbana, o percentual passou de 89,8% para 91,9%, ao passo que na rural, subiu de 18,1% para 27,8%. Este avanço ocorreu em todas as regiões, embora de forma desigual. Sudeste e Sul continuaram sendo, em 2010, as regiões que tinham os maiores percentuais de domicílios ligados à rede geral de abastecimento de água (90,3% e 85,5%, respectivamente), em contraste com o Norte (54,5%) e Nordeste (76,6%) que, apesar dos avanços, continuaram com os percentuais mais baixos.
A expansão da rede geral de abastecimento de água se deu de forma significativa em direção às áreas rurais. No Sul, a proporção de domicílios rurais com abastecimento por rede passou de 18,2% em 2000 para 30,4% em 2010. No Nordeste, o crescimento foi ainda maior (18,7% e 34,9%, respectivamente). A região Norte, com a menor proporção (54,5%), teve um aumento proporcional mais acelerado na área rural do que na urbana: no rural foi um aumento de 7,9 pontos percentuais e de 3,7 pontos percentuais no urbano.
Esgotamento sanitário adequado cai na região Norte
Entre 2000 e 2010, a proporção de domicílios cobertos por rede geral de esgoto ou fossa séptica (consideradas alternativas adequadas e esgotamento sanitário) passou de 62,2% para 67,1% em todo o país. O mesmo se deu em quatro das cinco regiões, com exceção da Norte, onde o aumento de 2,0 pontos percentuais na área rural (de 6,4% em 2000 para 8,4% em 2010) não foi suficiente para compensar a queda de 6,1 pontos percentuais ocorrida nas áreas urbanas (de 46,7% para 40,6%). O Sudeste continuou sendo a região com as melhores condições, passando de uma cobertura de 82,3% dos domicílios, em 2000, para 86,5%, em 2010. Segue-se a região Sul, que passou de 63,8% para 71,5%. A região Centro-Oeste apresentou o maior crescimento de domicílios com rede geral ou fossa séptica no período, acima de 10%. A despeito da melhoria das condições de esgotamento sanitário, o Centro-Oeste tinha pouco mais da metade de seus domicílios com saneamento adequado (51,5%) e o Norte (32,8%) e Nordeste (45,2%) apresentaram patamares ainda mais baixos. Nessas regiões, as fossas rudimentares eram a solução de esgotamento tanto para domicílios urbanos quanto rurais.
Lixo é queimado em 58% dos domicílios rurais
Como os demais serviços de saneamento, a coleta de lixo aumentou no período entre os Censos, passando de 79,0% em 2000 para 87,4% em 2010, em todo o país. A cobertura mais abrangente se encontrava no Sudeste (95%), seguida do Sul (91,6%) e do Centro-Oeste (89,7%). Norte (74,3%) e Nordeste (75,0%%), que tinham menores coberturas (57,7% e 60,6%), apresentaram os maiores crescimentos em dez anos, de 16,6 e 14,4 pontos percentuais respectivamente. Nas áreas urbanas o serviço de coleta de lixo dos domicílios estava acima de 90%, variando de 93,6% no Norte a 99,3% no Sul. Nas áreas rurais, o serviço se ampliou na comparação com 2000, passando de 13,3% para 26,0%, em média.
Em relação às demais formas de destino do lixo, há melhoras em 2010, principalmente nas áreas rurais, porém, a dificuldade e o alto custo da coleta do lixo rural tornam a opção de queimá-lo a mais adotada pelos moradores dessas regiões. Essa alternativa cresceu em torno de 10 pontos percentuais, passando de 48,2% em 2000 para 58,1% em 2010. A solução de jogar o lixo em terreno baldio, que em 2000 era adotada por moradores de 20,8% dos domicílios rurais, reduziu para 9,1% em 2010.
Energia elétrica chega a 97,8% dos domicílios
Em 2010, dos serviços prestados aos domicílios, a energia elétrica foi a que apresentou a maior cobertura (97,8%), principalmente nas áreas urbanas (99,1%), mas também com forte presença no Brasil rural (89,7%). Com exceção das áreas rurais da região Norte, onde apenas 61,5% dos domicílios tinham energia elétrica fornecida por companhias de distribuição, as demais regiões apresentaram uma cobertura acima de 90%, variando de 90,5% no Centro-Oeste rural a 99,5% nas áreas urbanas da região Sul.
Em 2010 havia 1,3% de domicílios sem energia elétrica, com maior incidência nas áreas rurais do país (7,4%). A situação extrema era a da região Norte, onde 24,1% dos domicílios rurais não possuíam energia elétrica, seguida das áreas rurais do Nordeste (7,4%) e do Centro-Oeste (6,8%).
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1 Os dados utilizados para gerar os resultados de rendimento são preliminares, pois ainda não foram submetidos a todos os processos de crítica e imputação previstos para a apuração do Censo Demográfico 2010

Fonte: IBGE. 
 

terça-feira, 30 de agosto de 2011

"Terremoto que atingiu os EUA é raro", afirma especialista

O terremoto que atingiu a costa leste dos Estados Unidos nesta terça-feira não foi comum. Apesar de a região ser alvo constante de pequenos tremores, um abalo de magnitude 5,9 na escala Richter só ocorre a cada 50 anos, de acordo com Marcelo Assumpção, professor do Instituto de Geofísica da Universidade de São Paulo. "É uma estimativa. Quanto mais forte o terremoto, mais raro ele é."
De acordo com Assumpção, é por isso que houve tantas reações ao tremor. "A costa leste não está acostumada a tremores como a oeste. Por isso as pessoas se assustam mais". A região está muito longe do encontro de placas tectônicas, áreas mais sensíveis aos tremores. "A costa leste é uma região mais estável, como o Brasil", afirma Assumpção.
Mesmo longe do encontro das placas tectônicas da América do Norte, os terremotos ocorrem na costa leste porque a crosta está sujeita a pressões muito grandes, explica o professor. "A placa está sendo pressionada na direção leste-oeste. Quando essa pressão a faz trincar, ela treme e causa terremotos".
Assumpção explica que o terremoto que teve epicentro em Richmond, no estado de Virgínia, e abalou a capital Washington, foi 100.000 vezes menos intenso que o de Fukushima, que atingiu o Japão em março. "Como foi um terremoto raso, com apenas 6 quilômetros de profundidade, é possível que algumas estruturas próximas ao epicentro tenham rachado", disse Assumpção. De acordo com o especialista ele foi sentido em um raio de até 300 quilômetros e pode ter causados estragos em um raio de 20 quilômetros.
A costa leste dos Estados Unidos já viu terremotos mais fortes. O mais intenso, de 7 graus na escala Richter, aconteceu no estado da Carolina do Sul em 1886.
O Brasil já teve tremores parecidos com o que atingiu os EUA nesta terça em 1955: ambos com magnitude de 6,2 graus na escala Richter.
O tremor em solo americano foi sentido por equipamentos brasileiros. A Universidade de São Paulo está implantando uma rede de detecção sismográfica e os aparelhos localizaram o epicentro e calcularam a magnitude automaticamente. O Instituto de Geofísica ficou sabendo do terremoto momentos depois que ele ocorreu.

No link abaixo há mais informações sobre terremoto e um vídeo do prof. Afonso Vasconcelos Lopes, Doutor em geofísica e professor do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da Universidade de São Paulo (USP)

http://veja.abril.com.br/noticia/ciencia/terremoto-que-atingiu-os-estados-unidos-e-raro-afirma-especialista
Acesso em 30 ago 2011

sábado, 27 de agosto de 2011

Google maps acompanha o furacão Irene

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Descoberto rio subterrâneo embaixo do Rio Amazonas

Redação do Site Inovação Tecnológica - 25/08/2011
Descoberto rio subterrâneo debaixo do Rio Amazonas

Ao contrário do que se possa imaginar, o rio subterrâneo não corre por um enorme "túnel" nas profundezas da Terra, mas permeia através dos poros das rochas sedimentares. Imagem: ON]

O estado do Amazonas pode ter não apenas o maior rio do mundo em volume de água, mas também o maior rio subterrâneo do mundo.
Esta é a impressionante conclusão de um estudo feito pelos pesquisadores Valiya Hamza e Elizabeth Pimentel, do Observatório Nacional, localizado no Rio de Janeiro.
Rio Hamza
O rio subterrâneo foi descoberto analisando-se dados de 241 poços de grande profundidade, feitos pela Petrobras nas décadas de 1970 e 1980. Mas, em vez de petróleo, os geofísicos podem ter encontrado o maior rio subterrâneo do mundo.
Os pesquisadores batizaram provisoriamente o rio subterrâneo de Rio Hamza, em homenagem ao professor que coordenou a pesquisa.
Os dados obtidos com a perfuração dos poços permitiram a identificação de um grande movimento de águas subterrâneas em profundidades de até 4.000 metros, localizado sob as bacias sedimentares dos rios Acre, Solimões, Amazonas, Marajó e Barreirinhas.
Mas o rio subterrâneo pode se estender por outras áreas, uma vez que os poços profundos perfurados pela Petrobras cobrem apenas uma parte da região amazônica.
Rios amazônicos
Segundo Elizabeth, o fluxo de águas subterrâneas é predominantemente vertical até cerca de 2.000 metros de profundidade, mas muda de direção e torna-se quase horizontal em profundidades maiores.
O rio subterrâneo corre de oeste para leste, iniciando na região de Acre, passando pelas bacias de Solimões, Amazonas e Marajó e alcançando as profundezas do mar, nas adjacências de Foz de Amazonas.
Segundo Prof. Hamza, os dados indicam que se trata de de um rio subterrâneo debaixo de Rio Amazonas.
De acordo com essa interpretação, a região Amazônica possui dois sistemas de descargas de fluidos: a drenagem fluvial na superfície, que constitui o Rio Amazonas, e o fluxo oculto das águas subterrâneas através das camadas sedimentares profundas, formadas por rochas porosas, por onde a água flui.
Dados do rio subterrâneo
Os dados geofísicos, contudo, indicam uma grande diferença na vazão dos dois rios: a vazão média do Rio Amazonas é estimada em cerca de 133.000 metros cúbicos por segundo (m3/s), enquanto a vazão do rio subterrâneo é estimada em 3.090 m3/s.
Embora pareça pouco em relação ao Amazonas, esse volume de água é superior à vazão média do Rio São Francisco.
A largura do Rio Amazonas varia de 1 a 100 quilômetros na área de estudo, enquanto o Rio Hamza varia de duzentos a quatrocentos quilômetros.
As águas do Rio Amazonas têm uma velocidade que varia de 0,1 a 2 metros por segundo, dependendo das condições geográficas, enquanto o rio subterrâneo é imensamente mais lento, na faixa de 10 a 100 metros por ano.
Isso ocorre porque, ao contrário do que se possa imaginar, o rio subterrâneo não corre por um enorme "túnel" nas profundezas da Terra, mas permeia através dos poros das rochas sedimentares.

Disponível em: http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=descoberto-rio-subterraneo-debaixo-rio-amazonas Acesso em 25 ago 2011

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

rios de lava

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Comprar, descartar, comprar: a história secreta da obsolescência programada


Fabricados para no durar (Comprar, tirar, comprar) from ATTAC.TV on Vimeo.


Fonte: Coluna Zero. Disponível em: http://www.colunazero.com.br/2011/07/documentario-sobre-obsolescencia.html. Acesso em 15 jul. 2011

Infográfico sobre o processo migratório no Brasil

Um material muito interessante produzido pelo Estadão, sobre o proccesso migratório nos últimos 15 anos.

http://www.estadao.com.br/especiais/os-novos-movimentos-de-migracao-no-brasil,142726.htm

Dados sobre migração divulgados pelo IBGE

O número de brasileiros que migra de uma região do país para outra está em queda, revela estudo divulgado hoje pelo IBGE.
De 1995 a 2000, 3,3 milhões de pessoas saíram de sua região para tentar a vida em um Estado em outra região. O fluxo principal era de nordestinos com destino ao Sudeste.
De 1999 a 2004, este contingente já foi menor: 2,8 milhões. De 2004 a 2009, caiu ainda mais, para 2 milhões de pessoas.
Para os técnicos do IBGE, a melhoria nas condições de vida no Norte e Nordeste e o crescimento de cidades médias em todas as regiões com mais serviços e opções de trabalho fez com que os deslocamentos, antes mais comuns entre grandes regiões, fossem substituídos por uma migração de pequena distância, muitas vezes entre cidades dentro da mesma região.
O principal fluxo de migração no país foi, principalmente no século passado, de nordestinos indo para o Sudeste. Este movimento já estava em queda ao final do século passado, e continuou perdendo força na primeira década do século atual.
De 1995 a 2000, quase um milhão de nordestinos (969 mil pessoas) saíram do Nordeste em direção ao Sudeste. De 2004 a 2009, este contingente caiu mais que pela metade, para 444 mil.
Houve gente que fez também o caminho inverso, do Sudeste para o Nordeste. Este fenômeno é explicado principalmente pela migração de retorno, ou seja, brasileiros que haviam migrado do Sudeste para o Nordeste, mas optaram por voltar nos últimos anos.
Analisando por Estado, as unidades da federação com maior saldo migratório (número de imigrantes superior ao dos que saem, o que faz com que ganhem população) foram Goiás, Santa Catarina e Espírito Santo. No outro oposto --Estados que na conta dos que entraram e saíram acabaram perdendo população-- estão Bahia, São Paulo e Pará. 

Fluxo migratório no Brasil caiu 37% nos últimos 15 anos

O número de brasileiros que mudaram de Estado vem diminuindo nos últimos 15 anos, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgados nesta sexta (15). O levantamento mostra que, entre 1995 e 2000, cerca de 5,2 milhões de pessoas mudaram o Estado de residência. Entre 2000 e 2004, o número caiu para 4,6 milhões. Os dados mais recentes indicam que entre 2004 e 2009, pouco mais de 3,2 milhões de pessoas trocaram de Estado - há um recuo de 37% na comparação entre os dados de 2000 e 2009.
A queda também é percebida na migração inter-regional. De acordo com o Censo 2000, 3,3 milhões de pessoas haviam mudado de região nos cinco anos anteriores. A Pesquisa Nacional de Amostras por Domicílio (PNAD) de 2004 já mostra uma redução para 2,8 milhões. Por fim, a PNAD de 2009 revela que pouco mais de 2 milhões de pessoas haviam escolhido uma outra região para morar.
A análise divulgada nesta sexta-feira (15) pelo IBGE não se aprofunda na investigação das causas de tais fenômenos. No entanto, constata-se a mudança no comportamento da mobilidade espacial da população. As principais correntes migratórias observadas ao longo do século 20 estão perdendo força. Enquanto isso, está se intensificando o fluxo de imigrantes para outras regiões (como Norte e Centro-Oeste), ao mesmo tempo que se observa um aumento na proporção dos imigrantes de retorno.
Na região Norte, Roraima, Amapá e Amazonas comportam-se como pólos de atração migratória. O número de imigrantes que desembarcou em Roraima entre 2000 e 2004 foi quase o dobro do número de pessoas que deixaram o Estado. Já a região Nordeste continua com alta quantidade de emigrantes, embora os números venham diminuindo pouco a pouco.   

Saldo migratório por Grandes Regiões – 2000 / 2004 / 2009

2000 2004 2009
Norte 62.685 63.741 - 35.159
Nordeste - 764.048 - 86.587 - 187.869
Sudeste 458.587 - 215.308 -12.415
Sul - 19.195 34.586 98.853
Centro-Oeste 261.971 203.568 136.590
  • Fonte: IBGE, Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios 2009
Embora o Sudeste continue sendo o principal destino dos imigrantes, sua diferença em relação às demais regiões está caindo. Estados como o Rio de Janeiro, que por muito tempo foi área de atração migratória, e Minas Gerais, de onde muitas pessoas se mudavam, estão se aproximando de um ponto de equilíbrio nesta balança.
No sul do país, Paraná e Rio Grande do Sul percebem um considerável fluxo de imigrantes de retorno, enquanto Santa Catarina é o Estado que mais atrai novos imigrantes – o atual saldo migratório de lá é de 80 mil imigrantes. O mesmo processo vive o Centro-Oeste, região que mais retém seus imigrantes.
Segundo a PNAD 2009, em termos absolutos, São Paulo continua sendo o Estado que mais recebe imigrantes (535 mil), seguido de Minas Gerais (288 mil), Goiás (264 mil), Bahia e Paraná (ambos com 203 mil novos imigrantes). Por outro lado, São Paulo também é o lugar que mais gera emigrantes (588 mil), seguido de Bahia (312 mil), Minas Gerais (276 mil), Paraná (171 mil) e Rio de Janeiro (165 mil).

São Paulo recebe menos da metade dos imigrantes de 15 anos atrás
São Paulo recebe menos da metade dos imigrantes de 15 anos atrás, revela análise do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgada hoje (15), a partir de dados da Pesquisa Nacional por Amostras de Domicílios (PNAD) de 2009.
Em 2000, São Paulo havia recebido 1,2 milhão de novos imigrantes ao longo dos cinco anos anteriores. A queda já ocorreu logo no período posterior, uma vez que, em 2004, o número de imigrantes caíra para 832 mil. O processo se acentuou nos anos seguintes: em 2009, São Paulo havia recebido 535 mil imigrantes durante os cinco anos anteriores. O dado de 2009 equivale a 43,7% daquele de 2000.
A diminuição no volume do fluxo migratório no Brasil nos últimos anos aconteceu de forma ampla. Nos últimos 15 anos, São Paulo saiu da condição de "área de baixa absorção migratória" para "área de rotatividade migratória". Em 2000, o Estado tinha 339 mil mais imigrantes do que emigrantes, ao passo que em 2009 o fluxo se inverteu, havendo 53 mil mais emigrantes do que imigrantes.
Semelhante processo se verifica no Rio de Janeiro. O Estado que em 2000 possuía 45 mil imigrantes a mais do que emigrantes, chegou a ter, quatro anos mais tarde, o número de emigrantes superior em 89 mil em relação ao de imigrantes. Em 2009, o fluxo de pessoas que deixaram o Rio de Janeiro foi superior em 24 mil pessoas na comparação com a quantidade daqueles que haviam elegido o Rio de Janeiro como nova residência.

Imigrantes, por Grandes Regiões de residência em 26/09/2009

  • Fonte: IBGE, Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios 2009
De uma maneira geral, as estatísticas mostram que o Sudeste é hoje uma área de rotatividade migratória. Minas Gerais, que durante décadas foi um lugar de evasão migratória, hoje possui taxas semelhantes de imigrantes e emigrantes. O Espírito Santo, por sua vez, passou a ser um Estado que atrai novos imigrantes.

Nordeste-Sudeste

Um dos fluxos historicamente mais intensos na migração interna no país, o Nordeste-Sudeste, enfraqueceu-se bastante desde 1995. Em 2000, quase 1 milhão de pessoas deixaram o Nordeste rumo ao Sudeste. Em 2004 e 2009, o número recuou para 548 mil e 444 mil, respectivamente.   

Os pesquisadores do IBGE destacam que, embora o Nordeste ainda seja uma área que perde população, o ritmo da emigração está caindo. A região saiu de um déficit migratório de 764 mil pessoas em 2000 para 187 mil em 2009. Bahia e Maranhão continuam sendo Estados dos quais muitos habitantes saem. O principal destino dos emigrantes maranhenses é o Pará, enquanto a maioria dos baianos (56%) vai para São Paulo.
Cidades de porte médio atraem mais imigrantes e crescem mais que capitais
De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) obtidos com o Censo 2010, as cidades de porte médio (com população entre 100 mil e 500 mil habitantes) são as que mais crescem no país. Segundo os pesquisadores do instituto, isso demonstra a influência da migração no processo de crescimento demográfico de tais municípios. As informações fazem parte de um relatório, divulgado nesta sexta (15), sobre os deslocamentos demográficos no Brasil.
Dentre todos os 5.565 municípios brasileiros, apenas 444 (8% do total) registraram um aumento demográfico superior a 3% ao ano na última década. Nenhum deles possuía mais de 500 mil habitantes.
Os pesquisadores do IBGE apontam que os municípios que tiveram os melhores indicadores de PIB per capita em 2008 encontram-se neste grupo, mas ressalvam que a explicação do crescimento não fica claramente justificada pelo indicador socioeconômico.
  
Grandes centros urbanos
Por outro lado, mesmo com a expansão demográfica nas cidades de médio porte, a população brasileira continua concentrada nas grandes cidades. Segundo os dados do Censo 2010, existem no país 15 cidades com mais de 1 milhão de habitantes. A população somada dessas cidades ultrapassa 40 milhões de pessoas, o que representa 21% da população nacional.

Porcentagem das cidades que cresceram acima de 3%, por número de habitantes

  • Fonte: IBGE, Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios 2009
Entre 2000 e 2010, o número de municípios com mais de 500 mil habitantes passou de 31 para 38. Porém, nenhuma cidade com população superior a 500 mil habitantes cresceu mais que 3% ao ano.
Enquanto isso, 27% dos municípios brasileiros perderam população. Nesse grupo, 67,7% dos municípios possuem população inferior a 10 mil habitantes. Em termos de desenvolvimento, o IBGE considera tais municípios como espaços estagnados, uma vez que a maioria deles teve, no ano de 2008, um PIB per capita muito baixo. No estrato dos municípios que perderam população há quatro de porte médio: Foz do Iguaçu (PR), Ilhéus (BA), Lages (SC) e Uruguaiana (RS).
Na última década, quase a metade dos municípios (46%) tiveram crescimento nulo ou baixo (até 1,5% ao ano), ao passo que 19% cresceram entre 1,5% e 3% ao ano. Encontram-se nesse último grupo as cidades de tamanho médio e com PIB um pouco mais elevado do que o grupo anterior. Além disso, tiveram crescimento entre 1,5% e 3% ao ano 16 cidades de grande porte, das quais nove são capitais (Aracaju, Brasília, Campo Grande, Goiânia, João Pessoa, Maceió, Manaus, São Luís e Teresina) e seis do interior (São José dos Campos [SP], Ribeirão Preto [SP], Uberlândia [MG], Sorocaba [SP], Feira de Santana [BA] e Joinville [SC]).

Eixos rodoviários

O estudo também aponta a influência de eixos rodoviários no crescimento de aglomerações urbanas. Entre Rio de Janeiro e São Paulo, um importante eixo de crescimento populacional se forma ao longo da BR-116, com cidades como São José dos Campos (SP) e Volta Redonda (RJ). No Sul, isso ocorre ao longo dos litorais catarinense e paranaense, acompanhando o traçado da BR-101.
Esta mesma estrada, que margeia boa parte do país, também incorpora municípios e aglomerações urbanas no Espírito Santo e próximo às capitais do Nordeste, caso de Camaçari (BA), Barra dos Coqueiros (SE), Ilha de Itamaracá (PE), Cabedelo (PB), Parnamirim (RN), Pacatuba (CE), Caucaia (CE) e Paço do Lumiar (MA).
Em Mato Grosso, a BR-158 (que sai de Barra do Garças [MT] vai até o Pará) e a BR-163 (entre Cuiabá e Santarém [PA]) delineiam uma área de ocupação mais recente. Em Rondônia também há uma ocupação linear, que se estende no mesmo traçado da BR-364.
Segundo a análise do IBGE, o crescimento populacional nas regiões de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Tocantins, norte do Maranhão, Piauí e oeste da Bahia ocorre devido à expansão da fronteira agrícola, sobretudo por causa do cultivo em larga escala de milho, soja e algodão. Os cultivos da cana-de-açúcar em São Paulo e do café em Minas Gerais possuem efeitos semelhantes.
  Centro-Oeste é a região que mais retém imigranges

O fluxo migratório no Brasil está mudando. Enquanto durante décadas o Sudeste foi o principal destino dos imigrantes, atualmente é o Centro-Oeste a região que mais os recebe. Segundo análise do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgada hoje (15), a partir de dados da Pesquisa Nacional por Amostras de Domicílios (PNAD) de 2009, o Centro-Oeste é a região que possui o maior saldo migratório do país.
 Entre 2004 e 2009, o Centro-Oeste recebeu 418 mil imigrantes, enquanto 281 mil emigraram. Isso gerou um saldo migratório de 137 mil pessoas. No Mato Grosso, por exemplo, 17% dos imigrantes vieram do Paraná, 12% de São Paulo e 12% de Rondônia – um possível reflexo dos fluxos gerados durante a expansão da fronteira agrícola, segundo aponta a análise do instituto.
Embora detentora do maior saldo migratório do país, a região Centro-Oeste acompanha a tendência nacional e apresenta uma queda progressiva no número absoluto de imigrantes nos últimos 15 anos. Em 2000, a região recebera 625 mil imigrantes nos cinco anos anteriores. Em 2004 e 2009, o número cai para 534 mil e 418 mil, respectivamente. Em 2000, era o Sudeste o detentor do maior saldo migratório, mas desde 2004 o Centro-Oeste assumiu a ponta no ranking das regiões com maior retenção de imigrantes.
O IBGE constatou que entre 1995 e 2000 mais de 3,3 milhões de brasileiros mudaram não só de Estado, mas de região. Já no período seguinte (1999-2004), 2,8 milhões de brasileiros participaram desta migração inter-regional. Por fim, no último período analisado (2004-2009), apenas 2 milhões de pessoas trocaram de região.

Imigrantes e emigrantes no Brasil em 2009

  • Fonte: IBGE, Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios 2009

Retorno às origens

De acordo com os dados mais recentes do IBGE, a região que possui o segundo maior saldo migratório do país é o Sul, com 98 mil. Nesta região vem acontecendo um processo também percebido com intensidade no Nordeste: o retorno daqueles que emigraram no passado.
No Rio Grande do Sul, entre 1995 e 2000, 39,2% dos novos imigrantes eram, na verdade, gaúchos que haviam deixado o Estado anteriormente. No Paraná, a proporção dos imigrantes de retorno ultrapassou os 37% no mesmo período. Já no Nordeste, à exceção do Rio Grande do Norte e de Sergipe, os índices foram superiores a 40% em todos os demais Estados. Rondônia, Roraima, Amapá, Mato Grosso e Distrito Federal foram as únicas unidades da federação nas quais a proporção de imigrantes de retorno foi inferior a 10%.
Mais recentemente, o "retorno às origens" se abrandou. Entre 2004 e 2009, o Rio Grande do Sul foi o Estado que mais sentiu a volta de seus conterrâneos, já que 24% dos imigrantes eram gaúchos. Os outros Estados nos quais a proporção dos imigrantes de retorno foi considerável foram Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Sergipe, Minas Gerais e Paraná – todos com índice superior a 20%
De acordo com a análise dos IBGE, este movimento de retorno pode estar atrelado à saturação dos espaços industriais no Centro-Sul do país, reduzindo a capacidade da geração de empregos e oportunidades ocupacionais.

Fonte: Folha de São Paulo. Disponível em http://noticias.uol.com.br/cotidiano/2011/07/15/fluxo-migratorio-no-brasil-caiu-37-nos-ultimos-15-anos-diz-ibge.jhtm Acesso em 15 jul 2011.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

história de amor no leite

Fantástico



"Se você adoraria ver um final mais feliz, diga ao governo que você deseja mais reciclagem e menos lixo"

Biografia de uma sacola plástica

Muito interessante para se usar em sala de aula, este vídeo relata a jornada de uma sacola plástica.






"Ecologicamente correto é agir preservando seu ambiente cada dia, até que não perceba estas ações como ecológicas, mas como parte do seu dia".

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Buraco na camada de Ozônio está levando as chuvas para o Sul do mundo

Pesquisadores britânicos estão usando modelos climáticos no Reino Unido e na Austrália para medir condições do tempo entre os Hemisférios Sul e Norte. A partir da análise das correntes de ar que atravessam continentes, descobriram que os focos de chuva do Hemisfério Sul, inclusive nos trópicos, estão sendo deslocados em direção ao sul do planeta.
Já se sabia que os danos na camada de Ozônio fazem com que raios solares nocivos atravessem a estratosfera, mas as influências da camada nas oscilações de clima, chuvas e direção do vento, entre outros fatores, ainda é um campo pouco conhecido.
Basicamente, a corrente de ar que sopra do Hemisfério Norte para o Sul está sendo interrompida devido ao buraco. Dessa maneira, há uma espécie de “migração” das nuvens em direção ao sul. Esse fenômeno está sendo observado com maior intensidade na Austrália. Apesar disso, os cientistas afirmam que as implicações do fenômeno vão do Pólo Sul até além da Linha do Equador.
Os efeitos recém-descobertos tendem a aumentar. Um relatório recente da Organização Meteorológica Mundial afirma que estamos vivendo o ápice dos danos à Camada de Ozônio, de modo que os desdobramentos ainda vão se verificar por mais tempo. Com as novas medidas de proteção à limpeza do ar, a situação deve se estabilizar entre 2045 e 2060. [BBC]

Fonte: Hype Science. Disponível em: http://hypescience.com/buraco-na-camada-de-ozonio-esta-levando-as-chuvas-para-o-sul-do-mundo/  Acesso em 28 abr. 2011.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Parque Linear no Rio Camboriú

Abaixo, o mapa mostra a área prevista no projeto para construção do Parque Linear em Camboriú. Este projeto está em discussão no Comitê da Bacia do Rio Camboriú.

Exibir mapa ampliado

domingo, 10 de abril de 2011

Impactos das mudanças climáticas no RJ são inevitáveis

O estudo “Vulnerabilidade das Megacidades Brasileiras às Mudanças Climáticas: Região Metropolitana do Rio de Janeiro” aponta que já não é possível evitar os impactos das alterações do clima na região fluminense e que a sociedade só será capaz de enfrentá-los, sem grandes prejuízos, caso medidas de adaptação e mitigação sejam tomadas imediatamente. Coordenado pelo INPE e pelo Nepo/Unicamp, com o apoio da Embaixada Britânica no Brasil, esse estudo está sendo apresentado hoje, no RJ, por Sérgio Besserman Vianna e Paulo Gusmão.

Débora Spitzcovsky - Edição: Mônica Nunes         
Planeta Sustentável - 07/04/2011

As noites fluminenses estão muito mais quentes, a quantidade e a intensidade das chuvas no Estado do Rio de Janeiro aumentaram consideravelmente e, de acordo com o estudo Vulnerabilidade das Megacidades Brasileiras às Mudanças Climáticas: Região Metropolitana do Rio de Janeiro, apresentado hoje, no Palácio da Cidade, para a imprensa, especialistas e autoridades do RJ, não se trata de uma "maré de azar passageira": o agravamento das mudanças climáticas está deixando as cidades da região metropolitana desse estado cada vez mais vulneráveis aos problemas ambientais e a tendência é esse cenário piorar.   

Assim, nos próximos dez ou, no máximo, trinta anos, as mais de 11,5 milhões de pessoas que moram nos municípios metropolitanos do Rio de Janeiro terão, inevitavelmente, que aprender a conviver com:  
- chuvas mais intensas e frequentes;
- temperaturas mais elevadas;           
- ondas de calor mais longas e          
- aumento do nível do mar.   

Mas nenhuma dessas alterações resultará em grandes crises para a população e a infraestrutura das cidades fluminenses, desde que medidas de mitigação e adaptação sejam adotadas o mais rápido possível. "A humanidade tem decisões muito importantes para tomar nesse momento. Está em nossas mãos escolher se o planeta aquecerá 2 ou 6ºC e se os impactos das mudanças climáticas, que já são inevitáveis, serão contornados ou acabarão afetando serviços fundamentais para o bem-estar da população, como esgotamento sanitário, abastecimento e drenagem de água e coleta e tratamento de lixo", explica Sérgio Besserman Vianna, economista, ambientalista e um dos porta-vozes do estudo, realizado e coordenado pelo Inpe - Instituto Nacional de Pesquisas EspacialNepo - Núcleo de Estudos de População, da Unicamp, com o apoio da Embaixada Britânica no Brasil. (O estudo focado na cidade de SP foi apresentado em junho de 2010. Confira na reportagem Estudo revela vulnerabilidade de São Paulo)
Segundo ele, para que a população da região metropolitana do Rio de Janeiro - assim como os habitantes de todas as outras cidades do planeta - possa se adaptar bem aos efeitos das alterações climáticas, são necessárias três medidas imediatas:
- produção de conhecimento a respeito do monitoramento, impacto e combate das mudanças climáticas;        
- internalização desse conhecimento pelo corpo técnico responsável pela estrutura das cidades, como prefeituras e empresas envolvidas nas obras públicas e    
- incentivo à gestão política integrada de todos os municípios da região. "Afinal, a natureza ignora a fronteira física entre a cidade do Rio de Janeiro e de Duque de Caxias, por exemplo. Ou seja, traçar um planejamento para acabar com o problema em, apenas, um município é jogar dinheiro fora, porque as cidades estão todas interligadas. O problema que afeta uma delas, inevitavelmente, acabará afetando as outras", salienta Besserman.

Paulo Gusmão, doutor em Geografia da UFRJ - Universidade Federal do Rio de Janeiro e especialista em mudanças climáticas, também é porta-voz do estudo e enfatiza as palavras do economista: "As cidades só conseguirão enfrentar as mudanças climáticas se tiverem atuação local e, também, regional.
Na região metropolitana do Rio de Janeiro, o recorte espacial dos municípios não condiz com o das bacias hidrográficas e aéreas e, portanto, a água, o esgoto e o lixo devem ter gestões integradas", explica Gusmão. 
No entanto, em sua opinião, estimular a gestão política compartilhada não é tão simples quanto parece: "Os governos já têm dificuldade de enxergar a cidade como um todo - é mais comum vermos a realização de ações em áreas isoladas do que em todo o complexo municipal -, imagine, então, visualizar a interligação entre as cidades! É preciso tempo para que eles se conscientizem. O problema é que não temos tanto tempo assim", salienta Gusmão, que ainda acrescenta que o caso do Rio de Janeiro é ainda mais grave, porque o órgão de gestão metropolitana do Estado foi extinto na segunda metade da década de 80.  
QUEM NÃO ESTIVER ADAPTADO ENFRENTARÁ CAOS Segundo o estudo - que contou com a coordenação do climatologista, secretário do MCT (Ministério de Ciência e Tecnologia) e conselheiro do Planeta Sustentável, Carlos Nobre -, os impactos das mudanças climáticas já são inevitáveis na região metropolitana fluminense e, por isso, apenas adotar medidas de mitigação já não é mais suficiente: é preciso se adaptar à nova realidade climática. "O cenário não é de pânico. Por enquanto, há soluções no campo da engenharia e da tecnologia para todos os impactos que sofreremos, mas, para enfrentá-los, o planejamento é essencial. Daqui para frente, a adaptação deve ser a diretriz de todas as políticas públicas do Rio de Janeiro", pontua Besserman.

Caso isso não aconteça, a cidade poderá sofrer grandes consequências. Entre as citadas pelo estudo estão:       
- aumento da incidência dos alagamentos e deslizamentos;
- dificuldade na captação de água doce de boa qualidade;          
- epidemias de doenças como a dengue e a leptospirose, que podem levar à morte;
- aumento do risco de extinção das espécies - sobretudo as que possuem capacidade de locomoção reduzida; 
- crescimento no número de espécies invasoras e   
- savanização da vegetação.            

"É importante lembrar que as pessoas que vivem nas áreas consideradas de maior risco - no caso da região metropolitana do Rio de Janeiro, as que vivem nas zonas costeiras e de encostas - sentirão todos esses impactos muito mais rápido do que quem vive em outras regiões, mas, no final das contas, toda a população sofrerá com o problema", conclui Gusmão.  provocados pelas fortes chuvas;


domingo, 3 de abril de 2011

20 mil

Uma grande surpresa pra mim foi constatar que meu blog está chegando às 20 mil visualizações. A ideia do blog foi bem desproposital: juntar informações que estivessem relacionadas à Geografia. Esse número não só me deixa feliz como também apreensiva, pois aumenta a responsabilidade em divulgar conhecimento pertinente, adequado e de fonte confiável.
Obrigada aos visitantes!

sábado, 2 de abril de 2011

Como a Terra realmente parece...

A Agência Espacial Européia - ESA, divulgou imagens da real aparência do planeta Terra. No site dá pra ver a imagem em movimento. http://www.esa.int/esaCP/SEM1AK6UPLG_index_1.html#subhead2


quarta-feira, 23 de março de 2011

Pegada hídrica da humanidade

Ontem, 22 de março, foi o dia mundial da água. Vários eventos, manifestações e reportagens pipocaram pelo mundo afora. Bisbilhotando na rede achei um maravilhoso projeto da Unesco e da Universidade de Twente, na Holanda. O projeto tem como objetivo visualizar a pegada hídrica de 132 países e tornar tangível o impacto do nosso consumo de água doce.

A FÓRMULA DA PEGADA HÍDRICA  A pegada hídrica de uma nação é a soma de sua pegada interna e externa, ou seja, o volume de água utilizado para produzir, dentro e fora do país, todos os bens e serviços consumidos pelos seus habitantes. O poster transmite com uso de cartogramas a fórmula da pegada de água.


2 Recursos hídricos internos para as necessidades domésticas O mapa representa o volume médio, por habitante, da água para suprir as necessidades domésticas (ex. limpeza, cozinhar, lavar roupa) em cada país.


3 Recursos hídricos internos para produtos agrícolas O mapa representa o volume médio, por habitante, da água utilizada para a produção agrícola de consumo interno em cada país.


4  Recursos hídricos internos para produtos industrializados O mapa representa o volume médio, por habitante, da água utilizada para a produção de bens industrializados de consumo interno em cada país.


5  Recursos hídricos externos para produção agrícola O mapa representa o volume médio, por habitante, da água utilizada para a produção de bens industrializados produzidos no exterior, importados e consumidos em cada país.


6 Recursos hídricos externos para produção industrial O mapa representa o volume médio, por habitante, de água utilizada para os produtos industrializados produzidos no exterior, importados e consumidos em cada país.


Um excelente infográfico foi produzido pela design
Angela Morelli: 


http://www.oeco.com.br/images/stories/flash/interactive.swf

Fonte: O Eco. Disponível em: http://www.oeco.com.br/semana-da-agua-2011/24896-pegada-hidrica-da-humanidade. Acesso em 22 mar. 2011

segunda-feira, 21 de março de 2011

Japão: antes e depois

Imagens fantásticas antes e depois da tragédia no Japão. Passe o mouse sobre as imagens lateralmente e poderá visualizar as imagens do mesmo local antes e depois do terremoto/tsunami.

http://www.vg.no/nyheter/utenriks/jordskjelv-i-japan/bilder.php

(informação recebida por e-mail da querida Cell Miranda)

sexta-feira, 18 de março de 2011

Crise no mundo árabe

Excelente infográfico produzido pelo Estadão sobre a crise no Oriente Médio.

http://www.estadao.com.br/especiais/a-revolucao-que-abalou-o-mundo-arabe,130095.htm

quarta-feira, 16 de março de 2011

escala de classificação de acidentes nucleares

Paisagens do mundo