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quarta-feira, 21 de julho de 2010

Mitos e realidades sobre o aumento da população mundial


Dentro das discussões sobre o futuro do planeta, o aumento da população mundial se apresenta como um dos principais problemas. A ideia é simples: quanto mais gente, maior a pressão sobre os recursos do planeta e maior o risco de escassez. E as nações em desenvolvimento costumam aparecer como principais responsáveis pelo problema – a suposição geral é que mulheres com pouca educação têm mais filhos.
No entanto, as coisas parecem não ser bem assim.
Para marcar o Dia da População Mundial, o escritor Fred Pearce publicou um interessante artigo na revista Grist, desmontando vários mitos sobre o assunto.

"Há 40 anos, as mulheres ao redor do mundo tinham cinco ou seis filhos. Hoje, têm a metade: uma média de 2,6 filhos. Não só nos países ricos, mas em todos os lugares. (…) E as mulheres estão reduzindo o tamanho de suas famílias não porque os governos as obrigam, mas para o seu próprio bem e pelo bem dos seus”, argumenta o escritor.
Pearce cita exemplos de países como Irã, China, Bangladesh, Índia e até o Brasil, um país com grande influência do catolicismo. Em todos eles, assegura, a média de filhos está diminuindo.
Segundo o escritor, uma das causas é a erradicação das doenças que matavam crianças pequenas, obrigando as mães a ter mais filhos para garantir a descendência. Outro fato é que a maioria das pessoas vive em cidades, onde a família numerosa acaba sendo um fardo econômico e os custos da educação são altos.
Mesmo assim, calcula-se que a população mundial crescerá no mínimo em dois bilhões de pessoas nos próximos anos. O escritor atribui este crescimento ao enorme número de mulheres férteis que nasceram no “baby boom' do século XX, mas garante que isso se reverterá em uma geração.
Em contraposição a esta questão, Pearce defende que o consumo é um problema muito mais sério: "O aumento do consumo é uma ameaça muito maior para o meio ambiente que o aumento do número de pessoas. E esse consumo adicional acontece em países ricos. (…) As emissões de carbono de um norte-americano equivalem a quatro chineses, 20 indianos, 40 nigerianos e 250 etíopes. Como as pessoas 'verdes' do mundo rico podem culpar os pobres pelos problemas do planeta?", questiona.
Mas é claro que nem tudo é tão simples. O vice-presidente executivo dp Instituto da População, Robert Walker, contestou o escritor alegando que estes dois bilhões de pessoas a mais não são um problema menor em um mundo que já tem dificuldade de alimentar 6,8 bilhões pessoas.
E, é claro, é importante prevenir a gravidez indesejada em qualquer lugar do planeta, já que o novo ser consumirá grandes quantidades de recursos e alguns países pobres não terão alimentos suficientes e água potável para poder abastecer sua população.
Apesar de não ser uma questão simples, é interessante notar a queda nas taxas de natalidade dos países pobres, assim como a tendência crescente de se estabelecer famílias menores, além de crenças religiosas e políticas governamentais. Estes dados servem também para assumir (e não delegar) a responsabilidade pelo consumo.
A população mundial realmente começará a diminuir, aliviando a pressão sobre os recursos? Teremos de esperar para ver.

Fonte: Discovery Channel

2 comentários:

Geografia do Alfredo disse...

Olá Mary, que perfeito seu blog. Sou Professor de Geografia do Ensino Médio em Uberlândia e região (Triângulo Mineiro). Também tenho um blog para propagar a Geografia. geografiadoalfredo.blogspot.com
Vou me tornar um seguidor de seu blog
abraços
Professor Alfredo Machado

Rodrigo disse...

"A ideia é simples: quanto mais gente, maior a pressão sobre os recursos do planeta e maior o risco de escassez."

RISCO não, ESCASSEZ mesmo! Basta ver que já não temos mais rios para nadar, os ônibus e metrôs vivem lotados, não temos mais tempo para nada, quantas crianças já viram uma paca? Uma cutia?

Talvez vocês, geógrafos, gostem da compilação de dados, mapas e tabelas que fiz aqui: www.simnation.info

Abraços!

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